Quarta-feira, 1 de Março de 2017

Poesia em Março, crónica em Abril

“E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas” é o verso de Alberto Caeiro que vamos ouvir mais alto no bairro de Campo de Ourique entre 17 e 21 de Março, enquanto decorre a terceira edição da Feira do Livro de Poesia. Desta vez, os editores vêm ao Jardim da Parada mostrar os seus catálogos, com tempo e espaço para pequenas, novas e segundas edições. Na Casa Fernando Pessoa haverá, a acompanhar, sessões de leituras e o concerto de Amélia Muge e Filipe Raposo, em canto de poetas.

Daremos também início ao nosso programa Fixando breve o momento, integrado na programação Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017. Da Colômbia e do México vêm jornalistas-escritores para se juntarem aos de cá em conversa sobre a prosa diária da crónica. Para a mesma geografia trazemos esta sessão do ciclo Sem casas não haveria ruas, uma viagem pelos testemunhos de Carpentier, Rulfo, Cortázar e outros companheiros de luta e de sorte.

 

Seguindo o espírito do momento, fazemos um programa especial sobre Almada Negreiros: a par da exposição da Fundação Gulbenkian que mostra a sua “maneira de ser moderno”, teremos aqui dois encontros para destacar e debater a sua figura vanguardista.

 

E voltamos, como sempre afinal, à poesia: Poesia e Ciência é um conjunto de sessões que junta escritores e cientistas à procura de elementos partilhados; a poesia volta ao jazz, com o concerto da cantora Tammy Weis sobre textos de Pessoa, e volta ao Teatro D. Maria II com Rosa Maria Martelo e Cláudia R. Sampaio.

 

À Alemanha chega também a poesia portuguesa, levada por Margarida Vale de Gato, Miguel Cardoso e Raquel Nobre Guerra, convidados da Casa Fernando Pessoa para o programa organizado pela Embaixada de Portugal em Berlim para a Feira do Livro de Leipzig.

 

Clara Riso, Directora da Casa Fernando Pessoa 

publicado por CFP às 13:35
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2017

Bem-vindos e bom ano!

«Entramos com gosto no ano novo com um programa de grande destaque dentro da nossa actividade como Casa pública: o apoio à investigação no desenvolvimento dos Estudos Pessoanos. Faremos mais uma edição do Congresso Internacional Fernando Pessoa, no seguimento das anteriores organizadas pela Casa. Com a participação de 42 especialistas de diferentes países, a Gulbenkian será o nosso espaço de trabalho para um encontro científico aberto a todo o público interessado e às perguntas que quiser colocar. Contamos com estudantes, professores, investigadores, leitores de Pessoa e lançamos o mote: “Seja eu leitura variada / Para mim mesmo!”.

 

Ainda antes do Congresso, o filósofo e ensaísta José Gil traz à Casa Fernando Pessoa o livro em que regressa à órbita de Pessoa. Depois de títulos seminais como Fernando Pessoa ou a metafísica das sensações, O espaço interior ou O devir-eu de Fernando Pessoa, José Gil apresenta agora Ritmos e Visões numa conversa com o crítico António Guerreiro. Para passarmos à relação da literatura com outros lugares e modos, recebemos o workshop Livro-palco/ palco-livro: se eu vivesse tu morrias. O que faltou dizer ou fazer no espectáculo Se eu vivesse tu morrias, de Miguel Castro Caldas, apresentado em Dezembro na Culturgest, vai ser recuperado neste workshop de restos ou rastos. O espectáculo continua, e voltamos à pergunta de como pode o livro entrar literalmente em cena.

 

As nossas já habituais parcerias transitam também para o novo ano e assim convidámos José Tolentino de Mendonça para ser o poeta de Fevereiro no Clube que organizamos todos os meses com o Teatro D. Maria II; anunciamos em forma de relato a sessão dedicada ao “craque” Fernando Assis Pacheco no ciclo Sem casas não haveria ruas; e ouvimos o recital da Metropolitana que para esta temporada criou para a Casa Fernando Pessoa um programa à volta da escrita.

 

Bem-vindos e bom ano!

 

Clara Riso · Directora da Casa Fernando Pessoa»

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publicado por CFP às 16:40
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017

Dia Triunfal de Fernando Pessoa

Helena Feital* 

 

Sinto que vivemos realidades paralelas: hoje, escrevo novamente sobre ti, Fernando Pessoa, mas, de uma paisagem diferente. Atravessei o tempo!

…E de 2016 fui até 1914. 8 de Março de 1914.

Desse lado do tempo, arrancavas de ti um turbilhão de emoções.

Sim, hoje vais finalmente encontrar “O meu drama em gente”.

Ao teu lado, na minha pequenez, sinto-me estremecer sobre o peso dessa raiva. Desse desassossego, dessa beleza criadora, desse amar das gentes que habitam em ti.

E ouço o teu pensamento:

…Esta inquietação não me larga. Sinto-me arrastado pelo seu frenesim. É como uma chama que arde dentro de mim… já há tanto tempo!...

Não quero este arame farpado que me rasga as ideias em pequenos pedaços de papel, que vou guardando, na minha arca sagrada. Hoje quero dar-lhes a vida!

São os meus irmãos de alma, irmãos em cada letra escrita com o meu sangue. Os meus 3 heterónimos. Que eu, duma maneira tão entranhada, já lhes sinto o pulsar. E vejo: ALBERTO CAEIRO. O primeiro. O Mestre. Aquele de quem tu dirás:

“Uns agem sobre os homens como o Fogo que queima neles e os deixa nus e reais, próprios e verídicos e esses são os libertadores. Caeiro é dessa raça. Caeiro teve essa força”.

Naquele momento o êxtase começou…

O GUARDADOR DE REBANHOS

“Eu nunca guardei rebanhos,

Mas é como se os guardasse.

Minha alma é como um pastor,

Conhece o vento e o sol

E anda pela mão das Estações

A seguir e a olhar.

Toda a paz da Natureza sem gente

Vem sentar-se a meu lado.

Mas eu fico triste como um pôr do Sol

Para a nossa imaginação,

Quando esfria no fundo da planície

E se sente a noite entrada

Como uma borboleta pela janela.

 

Mas a minha tristeza é sossego

Porque é natural e justa

E é o que deve estar na alma

Quando já pensa que existe

E as mãos colhem flores sem ela dar por isso”.

 

..E de repente, sinto os espinhos dessas estradas perdidas, rasgando o teu pensamento. Com um sorriso…

 

“Aparecera em mim o meu mestre.

  Então, peguei noutro papel e escrevi a fio a “Chuva Oblíqua.”

 

Era a resposta de Fernando Pessoa e do seu génio magistral…brilhando no firmamento de um papel.

 

CHUVA OBLÍQUA

 

“Ilumina-se a igreja por dentro da chuva deste dia,

E cada vela que se acende é mais chuva a bater na vidraça...

 

Alegra-me ouvir a chuva porque ela é o templo estar aceso,

E as vidraças da igreja vistas de fora são o som da chuva ouvido por dentro...

 

O esplendor do altar-mor é o eu não poder quase ver os montes

Através da chuva que é ouro tão solene na toalha do altar...

 

Soa o canto do coro, latino e vento a sacudir-me a vidraça

E sente-se chiar a água no facto de haver coro... (…)

 

(…) E apagam-se as luzes da igreja

Na chuva que cessa...”

 

Meu Deus, há tantas pessoas dentro de ti!...

Eu que apenas sei de ti o que me fazes viver… sinto uma enorme admiração. Foi um encontro de almas há muito desejado que se encontra aqui. Foram 30 e tal poemas que passaram voando por mim.

 

“Depois tratei logo de descobrir uns discípulos de Alberto Caeiro. Num jacto, e à máquina de escrever sem interrupção, nem emenda, surgiu a Ode Triunfal de ÁLVARO DE CAMPOS. Parece que tudo se passou independente de mim.”

 

ODE TRIUNFAL

(…) “Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!

Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!

Em fúria fora e dentro de mim,

Por todos os meus nervos dissecados fora,

Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!

Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,

De vos ouvir demasiadamente de perto,

E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso

De expressão de todas as minhas sensações,

Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! (…)

 

(…) Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!

Ser completo como uma máquina!

Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!

Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto,

Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento

A todos os perfumes de óleos e calores e carvões

Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável” (…)

 

E, agora que dizer? Era mais “um génio” que tu puseste à solta!

 

Criado a partir de Alberto Caeiro, nasceu RICARDO REIS

“Era como um sonho dentro de um sonho”.

Ou, se preferires, “o Horácio grego que escreve em Português”.

VEM SENTAR-TE COMIGO, LÍDIA, À BEIRA DO RIO.

“Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.

Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos

Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.

                (Enlacemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida

Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,

Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,

                Mais longe que os deuses. (…)

 

(…) Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,

Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,

Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,

                E sempre iria ter ao mar.”

 

“Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim… 8 de março de 1914.

Parece que tudo se passou independente de mim.”

 

Chegaste ao fim da exaustão com a alma limpa!

Foram cerca de 13 horas seguidas, em pé, a escreveres na tua velha e fiel companheira… a tua máquina de escrever que está em cima da tua pequena cómoda.

Fernando Pessoa, tu és o meu herói! Contigo, sinto que ser poeta é transcendermos o nosso corpo e, por fim, encontrarmos uma alma de eleição. E o céu tem uma dimensão maior! A tua! Porque a imortalidade está ao teu alcance.

Contigo deixei voar a imaginação…Por isso te digo, desculpa Fernando Pessoa, se nesta conversa ficaram perdidos alguns pedaços de mim.

 

 9 Novembro 2016

 

* aluna da Universidade Sénior de Campo de Ourique

 

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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2016

12 meses a trabalhar sobre o que é uma biblioteca.

Atravessamos um ano inteiro a trabalhar sobre um mesmo conceito e 12 meses não têm sido demais para pensar sobre bibliotecas – nas suas várias acepções.

 

A Casa Fernando Pessoa é uma biblioteca, é uma casa de livros e de leitores, a casa onde viveu um leitor genial que nos deixou a sua biblioteca pessoal. Neste momento, a Biblioteca Particular de Pessoa pode ser encontrada em Paris, em exposição na Delegação da Fundação Gulbenkian, em apresentação ao público francês.

 

A partir da mesma biblioteca e das leituras cruzadas que provoca, organizamos um colóquio, a abrir o mês de Novembro, em colaboração com a Universidade de Coimbra: um dia inteiro para investigar A(s) biblioteca(s) de Fernando Pessoa.

 

O maior destaque desta programação recai sobre a terceira edição dos Dias do Desassossego que realizamos com a Fundação José Saramago. Teremos, entre 16 e 30 de Novembro, um conjunto de programas que reúne música, leituras, arte urbana, espectáculos para crianças, um projecto com o Estabelecimento Prisional de Lisboa, mesas-redondas sobre a promoção da leitura, sobre o prazer da leitura e sobre Ricardo Reis – que aproxima os patronos destas duas casas de Lisboa.

Na apresentação de livros veremos o regresso de Ritual sem Palco de Manuela Nogueira, uma segunda edição pedida pelos leitores; uma muito cuidada nova edição de Mensagem; e a antologia da revista Apócrifa que há quase 3 anos descobre e dá espaço a novos poetas.

 

A Acesso Cultura volta à Casa Fernando Pessoa para em boa hora debater o elitismo e nós saímos de Casa para marcar presença no Clube dos Poetas Vivos no Teatro D. Maria II: Miguel Cardoso em Novembro e Manuel de Freitas em Dezembro.

 

Para fechar o ano, o ciclo Sem casas não haveria ruas terá uma edição especial feita por adolescentes e a nossa oficina de natal para a infância – Lápis, papel ou tesoura? – vai ser feita na vizinha Padaria do Povo. As inscrições já estão abertas!

 

Acolhendo diariamente visitantes que chegam de cada vez mais cidades, a Casa Fernando Pessoa está a desenvolver um novo plano museológico para tornar a sua visita uma experiência mais completa e estimulante. Teremos, em breve, novidades para lhe dar.

Clara Riso · Directora da Casa Fernando Pessoa

publicado por CFP às 16:47
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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016

Poemas no Teatro Nacional D. Maria II, poemas na Casa Fernando Pessoa, o nosso Clube de Leitura e o Desassossego que se aproxima.


Amanhã voltamos à poesia que se faz agora e ao Clube dos Poetas Vivos, no Teatro Nacional Dona Maria II. Com Miguel Cardoso, às 19h00, vamos ouvir poemas e o poeta a conversar com Teresa Coutinho.

Esta semana temos também encontro marcado no nosso Clube de Leitura. No Ir à Estante continuamos a ler juntos e em voz alta O Livro do Desassossego. Oferecemos chá, bolinhos e o prazer de ouvir o texto.

Quinta-feira, dia 10, ao fim do dia, voltam os poemas à Casa Fernando Pessoa Ritual Sem Palco, livro de poesia de Manuela Nogueira, sobrinha de Fernando Pessoa, que também aqui viveu.

Entretanto, estamos em contagem decrescente para os Dias do Desassossego. Este ano, voltamos a juntar-nos à Fundação José Saramago para trazer os livros e a leitura ao centro dos nossos dias, cruzando-os com diferentes linguagens artísticas. O programa todo já está disponível e pode ser consultado aqui.

Encontrará motivos para o nosso encontro na programação da Casa Fernando Pessoa para Novembro e Dezembro. O tempo passa depressa. Vemo-nos por cá?

 

CFP NOV DEZ 16 Newsletter.jpg

 

publicado por CFP às 16:42
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

A(s) Biblioteca(s) de Fernando Pessoa

Uma obra literária resulta da experiência de vida do escritor, das obras que leu, a sua enciclopédia pessoal. Pretende-se neste colóquio relacionar aspectos da obra de Fernando Pessoa com a ideia de biblioteca (e de “código bibliográfico”), com a sua biblioteca material, acolhida na Casa Fernando Pessoa, mas também com uma mais vasta biblioteca virtual, constituída pelas obras que sabemos que leu e com as quais dialogou.

Em colaboração com Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra/Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura.

Com António Apolinário Lourenço, Clara Rowland, José Manuel González Herrán, Osvaldo Silvestre, Pedro Sepúlveda, Abel Barros Baptista, Giorgio Casara, Luís Filipe B Teixeira, Rita Catania Marrone.

 

Programa completo disponível aqui

Cartaz-coloquio-cfp_FINAL (2).JPG

 

 

publicado por CFP às 16:31
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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

Pessoa em Durban, exposição em Óbidos e duas visitas nas Jornadas Europeias do Património, na Casa Fernando Pessoa. 

Estreou ontem no São Luiz Teatro Municipal ZULULUZU, um espectáculo do Teatro Praga que recria a passagem de Fernando Pessoa por Durban. À semelhança de outros espectáculos da companhia, traz uma PROPS: um objecto criado para a ocasião que, como um adereço que sai de cena, funciona como o que fica além do palco.

A PROPS de ZULULUZU é um jornal, FO'SHO e será apresentada na Casa Fernando Pessoa no dia 20 de Setembro.

Está quase a começar o Fólio: o Festival Literário Internacional de Óbidos decorre de 22 de Setembro a 2 de Outubro. A Casa Fernando Pessoa está presente com a exposição Utopia: Saramago e Pessoa, de que somos parceiros. Inaugura a 24 de Setembro, às 16h00. 

No mesmo dia 24, celebramos na Casa as Jornadas Europeias do Património. Associamo-nos com duas visitas gratuitas: às 11h30, visita guiada em inglês, e, às 15h00, a visita temática (em português) Coelho da Rocha, 16. A lotação é limitada: é mesmo necessário marcar. 

Vemo-nos em breve?

publicado por CFP às 11:20
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2016

O ponto de partida é a palavra, no Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa

Setembro é mês de regressos. Regressamos por isso ao contacto com novidades sobre o Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa até Dezembro.

O nosso ponto de partida é a palavra, é o texto - a literatura, a poesia - de Pessoa e de outros autores, e assim desenvolvemos propostas para públicos com diferentes expectativas, idades e áreas de interesse.  

Oficinas, vistas temáticas e outras actividades, a programação dos próximos meses do Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa pode ser consultada através deste link.

CPF Servic¦ºo Educativo Prog SET-DEZ16 Facebook.

 

publicado por CFP às 12:16
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016

Nestes dois meses, a programação e o espólio da Casa Fernando Pessoa vão atravessar fronteiras

Entre Setembro e Outubro, tanto a programação como o espólio da Casa Fernando Pessoa vão atravessar fronteiras de diferentes tipos: chegam a vários países, cruzam áreas artísticas, ouvem diversas línguas. Actores, artistas visuais, poetas e tradutores tomam parte no programa destes dois meses: exposições, um espectáculo, as habituais conversas sobre livros, as leituras desses textos. Uma muito especial apresentação em França está marcada para 4 de Outubro. Grande parte dos livros que compõem a Biblioteca Particular de Pessoa, o espólio mais valioso da Casa, viaja para a galeria de exposições da Fundação Gulbenkian em Paris para integrar o Festival de l’incertitude [Festival da incerteza]. Paulo Pires do Vale comissariou o programa sobre o papel da utopia na nossa cultura e nele cabe bem a profusão de temas, autores, notas à margem e sublinhados que fazem a particularidade e o valor imenso da Biblioteca de Pessoa.

ZULULUZU é o novo espectáculo do Teatro Praga que vai buscar os anos de Pessoa em Durban, na África do Sul, para discutir certos lugares-comuns sociais e políticos, ao mesmo tempo que volta a questionar a mecânica do próprio teatro. Apresentado no Teatro Municipal São Luiz, aqui será feita uma conversa satélite sobre o lugar de Pessoa nesta discussão. De outros lugares vêm e de outras línguas se fazem os dois livros que vamos apresentar: Misteriosamente Feliz, do poeta catalão Joan Margarit, traduzido por Miguel Filipe Mochila, e Teoria do Um, vol. II de Mordechai Geldman, uma tradução do hebraico feita por João Paulo Esteves da Silva. Autores presentes e leituras nas várias línguas. Por fim, regressamos, como se faz nesta época do ano, aos programas regulares e às colaborações habituais: voltamos ao Clube dos Poetas Vivos, no Teatro D. Maria II, com Matilde Campilho; e recebemos o ciclo Sem casas não haveria ruas que vai trazer, muito a propósito, o tema da nossa recorrência: bibliotecas pessoais, leituras cruzadas, em particular Os livros que Pessoa leu.

Clara Riso · Directora da Casa Fernando Pessoa

publicado por CFP às 10:08
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Terça-feira, 6 de Setembro de 2016

A seguir: Setembro e Outubro na rua e na Casa Fernando Pessoa

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Já está em distribuição o folheto com a programação da Casa Fernando Pessoa para Setembro e Outubro. Encontre-o pela cidade de Lisboa, ou passe pela Coelho da Rocha, 16, para recolher um exemplar.  

Um bom motivo para vir até aqui será a Visita Temática Almas Pares, sobre Pessoa e Sá-Carneiro, na tarde de Sábado, 10 de Setembro. 

Ou, dias depois, voltar connosco a O Livro do Desassossego, em leitura no nosso Clube. O programa Ir à estante regressa à regularidade quinzenal a partir de 14 de Setembro. 

Encontre mais informações sobre estas duas propostas e ainda muitos e bons motivos para regressar à Casa Fernando Pessoa ou aos nossos programas Fora de Casa aqui

Vemo-nos por cá? 

publicado por CFP às 16:02
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Informações e contactos

www.casafernandopessoa.pt

Morada:

Rua Coelho da Rocha, 16, Campo de Ourique 1250-088 Lisboa

Tel: 21 391 32 70

@: info@casafernandopessoa.pt

Horário: Segunda a Sábado das 10:00 às 18:00 (última entrada às 17h30)

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