O melhor livro do ano é Pure, do jornalista e escritor Andrew Miller, anunciou na terça-feira o júri do prémio literário Costa Book. A história de um jovem engenheiro responsável pela supervisão da demolição do cemitério mais antigo de Paris valeu a Miller 30 mil libras (35 mil euros). A escolha de Andrew Miller como finalista já tinha sido uma surpresa no início do ano, quando deixou para trás Julian Barnes, vencedor do Man Booker 2011, e apontado como favorito. Desta vez, para o prémio final as apostas centraram-se na biografia do poeta Edward Thomas, escrita por Matthew Hollis, finalista na categoria de biografia. Criados em 1971, com a designação de Whitbread Book Awards, os prémios Costa, limitados a autores radicados no Reino Unido ou na Irlanda, e patrocinados desde 2006 pela cadeia de lojas de café e cafetarias Costa Coffee (uma subsidiária da Whitbread), são atribuídos em cinco categorias: romance, primeiro romance, poesia, biografia e livro infantil. Cada um dos escolhidos é premiado com 5000 libras (cerca de seis mil euros), e um deles é depois escolhido como o livro do ano. (fonte: Público)
Quarenta e três textos inéditos de Fernando Pessoa sobre sebastianismo e o Quinto Império foram encontrados na sua famosa arca pelos investigadores Pedro Sepúlveda e Jorge Uribe e publicados com outros 58 já conhecidos sobre o mesmo tema. O resultado estará a partir de quinta-feira nas livrarias portuguesas, numa edição da Ática, chancela da Babel, sob o título Sebastianismo e Quinto Império, mais um volume da Nova Série de Obras de Fernando Pessoa, coordenada pelo pessoano colombiano Jerónimo Pizarro. Esta obra que abre logo com o horóscopo de D. Sebastião feito por Pessoa, não é um volume que o escritor tivesse deixado pronto para dar à estampa ou a que tivesse sequer dado alguma organização específica. A existência de tantos inéditos sobre este tema é explicada pelos dois pessoanos pela “dificuldade de leitura de uma boa parte dos documentos” e pela sua “dispersão pelo espólio”, que se encontra dividido entre a Biblioteca Nacional e a Casa Fernando Pessoa.
(fonte: Público)
Entre as peças a leiloar encontram-se uma primeira edição autografada d’A Mensagem (1934) e uma primeira edição autografada dos 35 Sonnets (1918) em óptima condição.
O Lustre, Água Viva, Para não Esquecer e Um Sopro de Vida são quatro obras da escritora brasileira Clarice Lispector que os leitores portugueses podem descobrir já este ano, pela mão da Relógio D' Água que acaba de adquirir os direitos para a edição, até 2018, de toda a obra da autora que é nome maior da literatura de língua portuguesa. Serão também editados os estranhos e singulares textos que Clarice escreveu para o público infanto-juvenil. É o caso de A Mulher Que Matou os Peixes e A Vida Íntima de Laura, reunidos num só volume, e de O Mistério do Coelho Pensante, Quase de Verdade e Como Nasceram as Estrelas. Além dos novos títulos a Relógio D'Água vai manter a publicação e reeditar Perto do Coração Selvagem, Laços de Família, A Paixão segundo G. H., A Maçã no Escuro, Uma Aprendizagem ou O Livros dos Prazeres, A Hora da Estrela, Contos Reunidos e A Cidade Sitiada. (fonte: DN)
O escritor Gonçalo M. Tavares venceu a quinta edição do prémio literário Fundação Inês de Castro, de Coimbra, com o romance Uma Viagem à Índia. O júri do prémio atribuiu ainda um Tributo de Consagração a Fernando Echevarría, 82 anos, pelo conjunto da obra literária. O júri do prémio Fundação Inês de Castro integrou José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia. O escritor receberá o prémio - que inclui uma escultura de João Cutileiro - dia 4 de Fevereiro na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Nas edições anteriores, foram distinguidos Pedro Tamen, Teolinda Gersão, José Tolentino de Mendonça e Hélia Correia. (fonte: DN)
Vasco Graça Moura foi o nome escolhido para a presidência da Fundação Centro Cultural de Belém (CCB), anunciou esta sexta-feira a Secretaria de Estado da Cultura. Francisco José Viegas, destacou, em comunicado, a forma exemplar como António Mega Ferreira executou os seus cargos, "dando provas de brilho, criatividade e responsabilidade no cumprimento da missão que lhe foi incumbida". Vasco Graça Moura, de 70 anos, é assim o seu sucessor, ficando responsável pela direcção administrativa e financeira do CCB, assim como pelos recursos humanos e toda a gestão do espaço. (fonte: Público)
O escritor e Prémio Nobel da Literatura, Mario Vargas Llosa, disse não ao convite do governo espanhol de Mariano Rajoy para presidir ao Instituto Cervantes, alegando compromissos actuais que o impedem de assumir o cargo. Esta é a segunda vez que o escritor peruano, com nacionalidade espanhola desde 1993, recusa o cargo de presidente do Instituto Cervantes, congénere espanhol do Instituto Camões, depois de em 1996 ter feito o mesmo, ao não aceitar a proposta do então primeiro-ministro José María Aznar. O autor integra o patronato da instituição espanhola já há muitos anos e assim prefere continuar. Ainda recentemente, Vargas Llosa esteve na China e no Japão, a convite do Instituto Cervantes, a promover a língua e a cultura espanhola e da América Latina.
(fonte: Público)
Nos próximos dias 23 e 24 de Janeiro, decorrerá, no Auditório I da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, o Encontro Álvaro de Campos e Arredores. Trata-se de comemorar, agora em Lisboa, o aniversário de Álvaro de Campos, já comemorado em Tavira a 15 de Outubro. Além das conferências dedicadas ao Engenheiro de Tavira, outros estudos serão apresentados pelos investigadores do IEMo. Durante o Encontro, estará patente uma exposição de esculturas em pasta de papel, intitulada Pessoa(s), da autoria de Rinoceronte.
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