Uma conferência de Caetano Veloso e Antonio Cicero intitulada A Mensagem do Tropicalismo, sobre a influência de Mensagem de Fernando Pessoa no movimento tropicalista, inaugura o ciclo Livres Pensadores na Casa Fernando Pessoa, no próximo dia 4 de Dezembro, às 18.30. Com esta série de conferências, de periodicidade mensal, a Casa Fernando Pessoa pretende dar a ouvir algumas das mais luminosas e heterodoxas vozes do pensamento e da criação contemporâneos, nas mais diversas áreas, contribuindo assim para o desenvolvimento da liberdade de pensamento e do sentido crítico que Fernando Pessoa tanto cultivou e de que Portugal tanto necessita. A conferência de Caetano Veloso e Antonio Cicero assinala os 75 anos da publicação de Mensagem de Fernando Pessoa.
A apresentação do novo livro de Ana Luísa Amaral, Se Fosse um Intervalo (D. Quixote/ LeYa), terá lugar na Casa Fernando Pessoa, no próximo dia 25 de Novembro às 18h30. Sobre o livro falará Isabel Allergro de Magalhães. A autora e o actor Luís Lucas farão uma leitura de poemas. (foto: Sara Moutinho)
No próximo dia 1 de Dezembro assinala-se os 75 anos da publicação da primeira edição de Mensagem de Fernando Pessoa, o único livro de poemas em português que publicou em vida. A Câmara Municipal de Lisboa, a Biblioteca Nacional e a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, promovem uma sessão comemorativa no anfiteatro da BNP, às 17h30m, com a presença de Eduardo Lourenço, Manuel Alegre, Vasco Graça Moura e do actor Luís Lucas. Nessa sessão, a Guimarães Editores, em parceria exclusiva com a FNAC, vai lançar uma edição de Mensagem clonada do dactiloescrito original, que faz hoje parte do espólio da BNP. Essa edição terá venda exclusiva nas lojas Fnac e na Livraria de Arte. Ainda no âmbito do programa da comemoração dos 75 anos de Mensagem vão realizar-se na FNAC do Chiado e na Casa Fernando Pessoa debates moderados por Carlos Vaz Marques, dias 2 e 9 de Dezembro, pelas 18h30m:
O poeta brasileiro Carlos Nejar virá apresentar na Casa Fernando Pessoa, dia 26 de Novembro pelas 18h30, a conferência Cecília Meireles e o Mar das Descobertas. Nejar tratará do vínculo de Cecília às raízes portuguesas, relacionando o mar de Cecília e o de Pessoa (Álvaro de Campos), e o mar de Sophia de Mello Breyner Andresen. Haverá ainda lugar à leitura de poemas da autoria desta voz singular e universal.
No Livro de Viagem a Guerra e Paz Editores reúne textos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares, para dar aos leitores uma visão sistemática da viagem na obra pessoana. Com toda a certeza, nunca nenhum leitor viajou com Fernando Pessoa “ele mesmo” e com os heterónimos, “outros que talvez sejam ele”, como nesta peculiar publicação que o editor, em posfácio, justifica. O Livro de Viagem chega às livrarias a 23 de Novembro, numa edição cartonada, colecção Três Sinais.
Diário de Luto, que reúne os escritos inéditos do francês Roland Barthes após a morte da mãe, é publicado esta semana pelas Edições 70. A obra, Journal du Deuil no original, foi editada em final de Fevereiro com chancela das Éditions Seuil, envolta em alguma polémica. François Whal, editor e seu amigo, considerou que os textos até então inéditos não seriam do agrado do próprio Barthes, que era “muito cuidadoso”. No dia seguinte ao da morte da mãe, a 26 de Outubro de 1977, Roland Barthes iniciou um Diário de Luto que escreveu até 15 de Setembro de 1979. Nathalie Léger, responsável pela fixação de texto e notas, afirma na introdução que Barthes “escreve a tinta, e por vezes a lápis, em fichas que ele próprio prepara a partir de folhas A4 cortadas em quatro, e das quais mantém sempre uma reserva em cima da mesa de trabalho”. Nas 330 fichas, dia a dia, o ensaísta registou as suas impressões, emoções e sentimentos, face ao luto da mãe, Henriette Binger que faleceu aos 84 anos. Henriette casou com Louis Barthes aos 20 anos, foi mãe aos 22 e aos 23 enviuvou. Roland Barthes faleceu em 1980, atropelado por um veículo de transporte de carga que, ironicamente, pertencia a uma firma cuja publicidade o escritor criticara nas suas Mitologias. A obra de Barthes influenciou transversalmente ciências humanas, arte e literatura. (fonte: Público)
O escritor Héctor Hernández Montecinos conquistou o Prémio Pablo Neruda 2009, instituído em 1987 para premiar os poetas chilenos com menos de 40 anos que se tenham destacado pelo contributo dado à poesia do país. O júri foi presidido pelo director da Fundação Pablo Neruda, Manuel Jofré, e composto ainda por Waldo Rojas, designado pela mesma instituição, Matías Rafide, em representação da Academia Chilena da Língua, e Raúl Zurita pela Sociedade de Escritores do Chile. O prémio ascende a 6.000 dólares, cerca de 4.000 euros, e consiste ainda numa medalha e um diploma que serão entregues ao vencedor em Dezembro deste ano, numa sessão ainda a marcar pela Fundação Neruda. Hernández, que actualmente reside no México, é licenciado em Literatura e doutorado em Filosofia, publicou 18 livros entre 2001 e 2009. (fonte: Público)
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