Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015

"Fernando Pessoa - Sobre o fascismo a Ditadura Militar e Salazar" por José Barreto*

jb_4.jpg

 

Muitos disseram já que não é necessário gostar das ideias políticas de Fernando Pessoa nem de escritores como Ezra Pound e Céline para gostar das suas obras literárias. Não é indispensável, de facto, saber se Pessoa era liberal ou fascista para apreciar obras como O Guardador de Rebanhos, o Livro do Desassossego ou O Banqueiro Anarquista, mas parece óbvio que um fascista jamais poderia ter escrito tais obras. Na verdade, nem a poesia nem a prosa literária de Fernando Pessoa indiciam um escritor com ideias ou valores favoráveis a regimes autoritários, por mais que isso tenha escapado a certos críticos que o pretenderam fascistizar postumamente com base em critérios extraliterários. Não se consegue imaginar um Caeiro a fazer a saudação romana nem um Campos a dar vivas a Salazar, tal como não se concebe qualquer dos heterónimos, nem o ortónimo, a dizer qualquer coisa simpática sobre os sovietes. Se alguém pudesse ler toda a obra de Pessoa com olhos de analista literário dobrado de sociólogo, talvez pudesse concluir mais ou menos o mesmo do que lendo os seus ensaios sociopolíticos — que o seu autor era um individualista impenitente, um nacionalista místico e um conservador liberal com pozinhos de libertário. O apuradíssimo espírito crítico, o desprezo elitista pela multidão e pela mediania, o evidente amor à liberdade, o anticonvencionalismo, o escasso gregarismo a raiar a misantropia, a hipersensibilidade de poeta introspectivo, tudo em Pessoa o desmotivava de atitudes de seguidismo, intolerância, dogmatismos políticos, comportamentos sectários ou impulsos agressivos.

 

Já em vida de Pessoa se sabia que ele tinha ideias políticas muito suas, expressas em alguns escritos publicados nas décadas de 10, 20 e 30. Mas enquanto foi apenas um assumido “poeta obscuro” — ofuscado aos olhos da grande maioria dos seus contemporâneos por consagrados como Correia de Oliveira, Júlio Dantas, Afonso Lopes Vieira, Augusto Gil, Eugénio de Castro e outros cujo nome foi esquecido —, as ideias políticas de Pessoa apenas interessavam a um círculo íntimo e a sua influência foi praticamente nula, se exceptuarmos duas ou três intervenções públicas pontuais. À medida que, para a posteridade, o poeta e prosador Fernando Pessoa foi adquirindo vulto nacional e internacionalmente, transformando-se num ícone português do século XX, o seu pensamento sociopolítico foi-se tornando não só alvo de interpretações divergentes como matéria de disputa sectária. Uns quereriam um Pessoa emblema do nacionalismo, outros prefeririam um apologista de ditaduras e regimes autoritários, outros um apolítico esotérico, outros um liberal excêntrico. A divulgação, para não dizer descoberta, sobretudo a partir dos anos 70, do singularíssimo pensador filosófico, político, sociológico e religioso Fernando Pessoa avolumou muito o alcance desse debate. Mas Pessoa não se deixa hoje facilmente arregimentar, tal como em vida o recusou. O percurso do seu pensamento sobre a sociedade e a política foi sinuoso, mas os textos reunidos neste livro temático podem contribuir para desfazer certas aparências conjunturais e destacar, nesse processo, uma linha ou sentido global.

 

*texto da folha de sala da apresentação do livro.

publicado por CFP às 19:00
link do post | favorito
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015

"Jorge de Sena e o Pessoa Político" por Ricardo Belo de Morais*

jorge_de_sena.jpg

Jorge de Sena foi dos primeiros pensadores portugueses a apreender perfeitamente o verdadeiro alcance elástico e subjectivo dos conceitos políticos e ideológicos utilizados por Fernando Pessoa. A subjectividade pessoana ia, muitas vezes – senão todas – contra o sentido convencional com que os seus contemporâneos utilizavam conceitos como “conservador, “liberal”, “república aristocrática”, “ditadura liberal”, “ditadura democrática” ou até “democracia”, entre outros. Em Pessoa, contraditório por vezes consigo mesmo, é preciso descodificar. Fazendo-o, como fez Jorge de Sena desde os anos 1940, os aparentes paradoxos e contradições insanáveis no pensamento de Pessoa deixam de o ser. “Você não foi um mistificador, nem foi contraditório. Foi complexo, da pior das complexidades - a sensação do vácuo dentro e fora” – assim escreveu Jorge de Sena, na sua Carta a Fernando Pessoa, publicada em 1944.

 

Sena conheceu Pessoa em pessoa muito antes de conhecer a sua obra. Por ironia ou graça do destino, a sua tia-avó Virgínia morava no 1º andar esquerdo do nº 16 da Rua Coelho da Rocha, em Lisboa. Era o apartamento exactamente em frente ao de Fernando Pessoa. E Jorge de Sena, desde os seus cinco anos, já por lá via, de visita a casa da tia, tomando chá e falando em inglês, o tal “senhor suavemente simpático, muito bem vestido, que escondia no beiço de cima o riso discretamente casquinado”. Só muito mais tarde, aos 16 anos, Sena associaria esse senhor ao autor premiado de Mensagem.

3.jpg 

Os ecos pessoanos na obra de Jorge de Sena são inegáveis. Passam por cartas à revista Presença, em 1940; duas odes dedicadas a Alberto Caeiro e a Ricardo Reis, em 1942; ou a já citada Carta a Fernando Pessoa, originalmente publicada em O Primeiro de Janeiro de 9/8/1944. Dois anos depois, em 1946, Sena fazia sair em livro as celebradas Páginas de Doutrina Estética e o artigo Fernando Pessoa, indisciplinador de almas. Entre edições livreiras, artigos e comunicações, Sena veio a ser um pioneiro dos estudos pessoanos, tendo produzido notáveis artigos sobre a obra de Pessoa, a heteronímia, o fingimento poético, o esoterismo e as profundas relações pessoanas com a literatura inglesa.

 

Forçado a abandonar Portugal em 1959, depois de participar numa tentativa revolucionária abortada em 12 de Março, Jorge de Sena viajou até ao Brasil em Agosto, convidado pela Universidade da Bahia e pelo Governo Brasileiro a participar no IV Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros. Acabou convidado a catedrático contratado de Teoria da Literatura, em Assis, São Paulo, onde prosseguiria os estudos pessoanos e daria início a uma salva de inéditos anti-salazaristas.

1.jpg

A 4 de Junho de 1954, no âmbito de pesquisas que fazia ao espólio de Pessoa, Jorge de Sena encontrou vários poemas de 1935 contra Salazar e o Estado Novo, numa mala que lhe foi dada a investigar pela família de Pessoa. Na posse deste material durante anos (além do poema Liberdade e outros inéditos), Jorge de Sena acabou por fazê-lo chegar ao suplemento literário do jornal Estado de São Paulo, que publicou assim o Triplo Poema (António de Oliveira Salazar, Este senhor Salazar e Coitadinho do tiraninho), a 20 de Agosto de 1960, não identificando a fonte.

 

Já em Portugal, após o 25 de Abril de 1974, Jorge de Sena voltou à carga, agora usando o seu próprio nome e reputação, para divulgar estes mesmos poemas, acrescidos de Liberdade e Sim, é o Estado Novo, e o Povo. Por entre as muitas notas que produziu para enquadrar estas publicações, Jorge de Sena é bem claro na análise política: “[Fernando Pessoa] não era um modelo de ideais socialistas que não eram os seus. Mas que era anti-autoritário, e adversário do antigo regime, eis do que não pode haver dúvida”, acrescentando que era agora preciso “reintegrar-se plenamente um grande português à grandeza de uma pátria renascida.”

 

Pela mão de Jorge de Sena, os poemas anti-salazaristas de Fernando Pessoa chegaram assim, no pós-25 de Abril, a jornais como o Diário Popular, O Comércio do Porto, A Província de Angola, o Correio da Horta e a Seara Nova – e reacendeu-se um velho debate sobre o pensamento político de Pessoa. À esquerda e à direita procurou salientar-se certas facetas do escritor político, em detrimento de outras. A própria edição dos escritos de Pessoa passou, nalguns períodos, por crivos deste tipo.

 

Mesmo tendo em conta os poemas satíricos sobre Salazar e o Estado Novo, é preciso reforçar uma evidência-chave, a mesma que José Barreto há muito descobriu com o seu trabalho de pesquisa no espólio pessoano: em vida, Fernando Pessoa nunca apoiou publicamente Salazar ou o salazarismo, nem através da sua actividade de publicista nem por qualquer outra tomada de posição conhecida. Nada existe que documente esse apoio.

 

Se, em vários desses escritos provenientes da arca, Pessoa admite "confiar", "aceitar" ou até, uma vez, "admirar" a obra administrativa de Salazar, em praticamente nenhum deles faltam, porém, observações críticas, menosprezando as qualidades de chefia de Salazar, escarnecendo da sua “cesarização” e “divinização”, denunciando o “sovietismo direitista” da União Nacional, discordando explicitamente da Constituição de 1933 e da orgânica corporativista instaurada no mesmo ano, acusando, enfim, a “estreiteza mental” de Salazar, o seu dogmatismo e a sua intolerância.

 

*Investigador, membro da equipa de acolhimento da Casa Fernando Pessoa

  

BIBLIOGRAFIA(a)

 

BARRETO, José: Fernando Pessoa, Associações Secretas e Outros Escritos, Ática, Lisboa, 2011.

- - - - - - - - - - -     Fernando Pessoa e Salazar: Sobre o pensamento político do escritor e a sua ruptura com o salazarismo (edição bilingue). In Pessoa - Revista de Ideias - Magazine with Ideas, n.3, (2011), pp. 17-34 (originalmente comunicação ao I Congresso Internacional Fernando Pessoa, 25-28 de Novembro de 2008, Lisboa, Casa Fernando Pessoa/CML).

LOURENÇO, Jorge Fazenda: Lendo Jorge de Sena leitor de Fernando Pessoa. Pessoa Plural, nº 2. Brown University; Utrecht University; Universidad de los Andes, 2012.

SARAIVA, Arnaldo: Jorge de Sena e Fernando Pessoa, Edições Árvore, Porto, 1982.

SENA, Jorge de: Fernando Pessoa & Cª Heterónima, (Estudos Coligidos 1940-1978), 3ª ed. Edições 70, Lisboa, 2000.

 

(a)todos os títulos estão disponíveis na Biblioteca da Casa Fernando Pessoa

publicado por CFP às 17:38
link do post | favorito
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015

José Barreto com mais Pessoa para conhecer em livro novo

dois livros.jpg

A Casa Fernando Pessoa prepara-se para voltar a receber José Barreto, historiador com formação académica em economia e sociologia, que trabalha como investigador desde os anos 1970, em sucessivas áreas temáticas, da história do sindicalismo e das relações laborais à história das relações Estado-Igreja no Séc. XX em Portugal. Nos últimos oito anos, tem-se dedicado principalmente ao estudo e edição dos escritos políticos e sociológicos de Fernando Pessoa.

 

Por entre estudos internacionalmente aclamados, José Barreto escreveu também, em 2011, na revista Pessoa nº3, publicada pela Casa Fernando Pessoa, o artigo "Fernando Pessoa e Salazar: Sobre o pensamento político do escritor e a sua ruptura com o salazarismo", numa recuperação da sua comunicação ao I Congresso Internacional Fernando Pessoa, em Novembro de 2008.

 

josé barreto 2.jpg

 

Pela Ática, em 2011, fez publicar dois livros referenciais, Misoginia e Anti-Feminismo em Fernando Pessoa e Fernando Pessoa, Associações secretas e Outros Escritos. Ambos estão à venda na loja da Casa Fernando Pessoa.

                                                

Com o nascimento da revista online Pessoa Plural, em 2012, José Barreto assumiu-se como um dos principais colaboradores deste projecto editorial pessoano, nomeadamente nos artigos:

- “Mar Salgado: Fernando Pessoa perante uma acusação de plágio”;

- “O Núcleo de Acção Nacional em dois escritos desconhecidos de Fernando Pessoa”;

- “A publicação de O Interregno no contexto político de 1927‐1928”;

- "Fernando Pessoa e Raul Leal contra a campanha moralizadora dos estudantes em 1923”;

ou

- “Mussolini é um louco: uma entrevista desconhecida de Fernando Pessoa com um antifascista italiano”.

 

Dois anos depois, em 2013, na revista Estudos Italianos em Portugal, José Barreto voltou a aprofundar o tema Pessoa/Salazar, no artigo “O Fascismo e o salazarismo vistos por Fernando Pessoa”. De então para cá, mergulhou ainda mais nesta matéria, com os frutos que poderão ser conhecidos no próximo dia 19 deste Fevereiro, às 18h30, no Auditório da Casa Fernando Pessoa.

 

O novo livro de José Barreto, Fernando pessoa - sobre o fascismo, a ditadura militar e Salazar, é mais um volume da Colecção Pessoa da editora Tinta-da-China. Neste lançamento,  o autor José Barreto será entrevistado por Susana Moreira Marques, estando também presente Jerónimo Pizarro, director da colecção.

 

Este livro, culminar de quase 10 anos de investigação, reúne, pela primeira vez, todos os escritos de Fernando Pessoa sobre o Fascismo, a Ditadura Militar e Salazar, metade dos quais inéditos. A obra mostra-nos um Pessoa pensador e actuante, entre 1923 e 1935, face ao advento do autoritarismo político que passou pelo triunfo do fascismo em Itália, a instauração de ditaduras militares em Espanha e Portugal, a tomada do poder pelos nazis na Alemanha e a formação do Estado Novo de Salazar.

 

O pensamento político de Pessoa seguiu um trajecto sinuoso e hesitante, que o levaria da crítica demolidora da República democrática a uma defesa condicional da Ditadura Militar e, por fim, à rejeição liminar do salazarismo.

 

Fernando Pessoa foi, aliás, uma voz pioneira na rejeição simultânea do comunismo e dos fascismos. Nacionalista místico, individualista radical e conservador liberal de "estilo inglês", acabou silenciado pelo regime de Salazar quando interveio publicamente em nome da liberdade do espírito e da dignidade humana.

publicado por CFP às 16:48
link do post | favorito
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

Eugénio de Andrade

Póvoa da Atalaia, Fundão (1923) - Porto (2005)

 

Em Janeiro olhamos Eugénio de Andrade e descobrimos o catálogo da Biblioteca.

 

Eugénio de Andrade é o pseudónimo de José Fontinhas, nascido em 1923, na Póvoa da Atalaia (Fundão) e falecido a 13 de Junho de 2005 no Porto. A sua infância é vivida na Beira Baixa, em espaço rural onde a natureza marca o seu quotidiano. A sua infância é igualmente marcada por uma mãe atenta à sua formação, em particular na área das letras. Mais tarde vive em Lisboa e Coimbra, mas será no Porto que encontrará pouso. Para além de uma vida dedicada à escrita, profissionalmente foi funcionário superior dos Serviços Médico-Sociais.

 

Ao longo da vida vê a sua obra literária ser reconhecida com a atribuição de muitos e variados prémios, nacionais e internacionais: Prémio Pen Clube, 2002 (Os Sulcos da Sede); Prémio D. Dinis, em 1987; Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (APE), em 1989; Prémio Vida Literária da APE, em 2000; Prémio Camões, em 2001; Prémio APCA (Brasil, 1991), Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (República da Sérvia, 1996), Prémio Celso Emilio Ferreiro (Espanha, 2001).

 

Autor multifacetado, Eugénio de Andrade é poeta, prosador, tradutor, prefaciador e posfaciador. É também autor de Antologia de Poemas portugueses para a Juventude (Edições ASA, 2002). Como tradutor trabalha variados autores nomeadamente os espanhóis Federico García Lorca e Antonio Buero Vallejo, os gregos Safo, Yannis Ritsos, o francês René Char e o argentino Jorge Luís Borges, bem como das Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado. Conheça as obras na Biblioteca da Casa Fernando Pessoa em que Eugénio de Andrade é seleccionador, organizador, tradutor, prefaciador e posfaciador aqui.

 

Da obra do poeta, destaca-se a colecção Obras de Eugénio de Andrade (uma edição Limiar), bem representada na biblioteca da Casa Fernando Pessoa. Esta colecção encontra-se dividida em três partes: poesia, prosa e recriação poética. As duas primeiras partes são da sua autoria, a terceira é formada por traduções (recriações) da obra de terceiros.

 

As suas obras estão traduzidas em várias línguas: alemão, búlgaro, catalão, checo, espanhol, chinês, francês, inglês e neerlandês. Conheça as obras do autor que estão traduzidas e existem na Biblioteca da Casa Fernando Pessoa aqui.

 

Eugénio de Andrade publicou mais de 30 títulos de poesia, três títulos de prosa, dois títulos a pensar nos mais pequenos, 10 antologias e mais de 70 traduções, em livros e publicações periódicas tanto portuguesas como estrangeiras. Os 200 registos, que na base de dados desta biblioteca existem, mostram bem a actividade intensa que desenvolveu. Conheça a presença do autor na Biblioteca da Casa Fernando Pessoa aqui.

 

Pesquisa de Teresa Monteiro (Biblioteca da Casa Fernando Pessoa)

publicado por CFP às 12:33
link do post | favorito
Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

Eugénio de Andrade - poema/poem #5

eugénio de andrade_ostinato rigore_escrita da ter

 

[PT] Uma escolha dupla: "Antes da Neve" e "Melancolia de um fim de Setembro" ("Ostinato Rigore/Escrita da Terra", Limiar, 1977).

 

[ENG] A double choice: "Antes da Neve" e "Melancolia de um fim de Setembro" ("Ostinato Rigore/Escrita da Terra", Limiar, 1977).

publicado por CFP às 16:00
link do post | favorito

Eugénio de Andrade - poema/poem #4

eugénio de andrade_obscuro domínio_limiar_1986.j

[PT] "O Silêncio" ("Obscuro Domínio", Limiar, 1986).

 

[ENG] "O Silêncio" ("Obscuro Domínio", Limiar, 1986).

publicado por CFP às 15:46
link do post | favorito

Eugénio de Andrade - poema/poem #3

eugénio de andrade_nas palavras_obscuro domínio_

[PT] Depois de "As Palavras" (escolha no facebook) "Nas Palavras" ("Obscuro Domínio", Limiar, 1986).

 

[ENG] After "As Palavras" (on facebook)  "Nas Palavras" ("Obscuro Domínio", Limiar, 1986).

publicado por CFP às 13:42
link do post | favorito

Eugénio de Andrade - poema/poem #1

POEMA1_EA_BLOGUE.jpg

[PT] A nossa primeira escolha, é "Lisboa" ("Coração do Dia / Mar de Setembro", Limiar, 1977).

 

[ENG] Our first choice is "Lisboa" ("Coração do Dia / Mar de Setembro", Limiar, 1977).

 

publicado por CFP às 11:15
link do post | favorito

No aniversário de Eugénio de Andrade / On this day Eugénio de Andrade was born

eugénio de andrade 1.jpg

[PT] Hoje, no aniversário do nascimento do poeta Eugénio de Andrade, visitamos a sua vida e obra e olhamos o catálogo da Biblioteca da Casa Fernando Pessoa. Ao longo do dia, aqui e no Facebook, partilharemos as nossas escolhas e convidamo-vos a que também partilhem as vossas.

 

[ENG] On this day, the portuguese poet Eugénio de Andrade was born. Today we take a look at his life and work, his presence on our Library's catalogue and we share (here and on Facebook) our choices. Would you like to share your choices with us?

publicado por CFP às 09:30
link do post | favorito
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014

Preparamos e esperamos 2015 / Getting ready and awaiting 2015

[PT] Preparamos e esperamos 2015. Contamos com a vossa presença, aqui ou na Rua Coelho da Rocha, neste novo ano que nos acolhe.

Deixamo-vos com "Há uma música do povo", na voz de Mariza. A cada dia, por esse mundo fora, à sempre alguém que descobre a vida e obra de Fernando Pessoa. É também pela música, pelo Fado, que essa descoberta se faz.

Até breve!

 

[ENG] Getting ready and awaiting 2015. We hope you will join us next year, either here or at Rua Coelho da Rocha.

To end the year we leave you with "Há uma música do povo" sang by Mariza. Every day, throughout the world there is always someone discovering the life and work of Fernando Pessoa. Music, in this case Fado, is also a way towards that discovery.

See you soon!

 

 

 

 

publicado por CFP às 18:30
link do post | favorito

Informações e contactos

www.casafernandopessoa.pt

Morada:

Rua Coelho da Rocha, 16, Campo de Ourique 1250-088 Lisboa

Tel: 21 391 32 70

@: info@casafernandopessoa.pt

Horário: Segunda a Sábado das 10:00 às 18:00 (última entrada às 17h30)

pesquisar

Categorias

agenda abril 08

agenda abril 09

agenda abril 10

agenda abril 11

agenda abril 12

agenda abril 13

agenda abril 14

agenda dezembro 07

agenda dezembro 08

agenda dezembro 09

agenda dezembro 10

agenda dezembro 11

agenda dezembro 12

agenda dezembro 13

agenda fevereiro 08

agenda fevereiro 09

agenda fevereiro 10

agenda fevereiro 11

agenda fevereiro 12

agenda fevereiro 13

agenda fevereiro 14

agenda janeiro 08

agenda janeiro 09

agenda janeiro 10

agenda janeiro 11

agenda janeiro 12

agenda janeiro 13

agenda janeiro 14

agenda julho 07

agenda julho 08

agenda julho 09

agenda julho 10

agenda julho 11

agenda julho 12

agenda julho 13

agenda julho 14

agenda junho 07

agenda junho 08

agenda junho 09

agenda junho 10

agenda junho 11

agenda junho 12

agenda junho 13

agenda junho 14

agenda maio 08

agenda maio 09

agenda maio 10

agenda maio 11

agenda maio 12

agenda maio 13

agenda maio 14

agenda março 08

agenda março 09

agenda março 10

agenda março 11

agenda março 12

agenda março 13

agenda março 14

agenda novembro 07

agenda novembro 08

agenda novembro 09

agenda novembro 10

agenda novembro 11

agenda novembro 12

agenda novembro 13

agenda novembro 2013

agenda outubro 07

agenda outubro 08

agenda outubro 09

agenda outubro 10

agenda outubro 11

agenda outubro 12

agenda outubro 13

agenda setembro 07

agenda setembro 08

agenda setembro 09

agenda setembro 11

agenda setembro 12

agenda setembro 13

agenda setembro 14

aniversários

biblioteca

casa fernando pessoa

casafernandopessoa

congresso

cursos

exposição

exposições

fernando pessoa

ler agustina

lisboa cidade do livro

mensagem do desassossego

mensagem do dia

o que importa

o que importa 2013

o que importa 2014

poesia

serviço educativo

um poema de amor por dia

uma noite com pessoa

todas as tags

arquivos

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

blogs SAPO

subscrever feeds