Segunda-feira, 7 de Novembro de 2016

12 meses a trabalhar sobre o que é uma biblioteca.

Atravessamos um ano inteiro a trabalhar sobre um mesmo conceito e 12 meses não têm sido demais para pensar sobre bibliotecas – nas suas várias acepções.

 

A Casa Fernando Pessoa é uma biblioteca, é uma casa de livros e de leitores, a casa onde viveu um leitor genial que nos deixou a sua biblioteca pessoal. Neste momento, a Biblioteca Particular de Pessoa pode ser encontrada em Paris, em exposição na Delegação da Fundação Gulbenkian, em apresentação ao público francês.

 

A partir da mesma biblioteca e das leituras cruzadas que provoca, organizamos um colóquio, a abrir o mês de Novembro, em colaboração com a Universidade de Coimbra: um dia inteiro para investigar A(s) biblioteca(s) de Fernando Pessoa.

 

O maior destaque desta programação recai sobre a terceira edição dos Dias do Desassossego que realizamos com a Fundação José Saramago. Teremos, entre 16 e 30 de Novembro, um conjunto de programas que reúne música, leituras, arte urbana, espectáculos para crianças, um projecto com o Estabelecimento Prisional de Lisboa, mesas-redondas sobre a promoção da leitura, sobre o prazer da leitura e sobre Ricardo Reis – que aproxima os patronos destas duas casas de Lisboa.

Na apresentação de livros veremos o regresso de Ritual sem Palco de Manuela Nogueira, uma segunda edição pedida pelos leitores; uma muito cuidada nova edição de Mensagem; e a antologia da revista Apócrifa que há quase 3 anos descobre e dá espaço a novos poetas.

 

A Acesso Cultura volta à Casa Fernando Pessoa para em boa hora debater o elitismo e nós saímos de Casa para marcar presença no Clube dos Poetas Vivos no Teatro D. Maria II: Miguel Cardoso em Novembro e Manuel de Freitas em Dezembro.

 

Para fechar o ano, o ciclo Sem casas não haveria ruas terá uma edição especial feita por adolescentes e a nossa oficina de natal para a infância – Lápis, papel ou tesoura? – vai ser feita na vizinha Padaria do Povo. As inscrições já estão abertas!

 

Acolhendo diariamente visitantes que chegam de cada vez mais cidades, a Casa Fernando Pessoa está a desenvolver um novo plano museológico para tornar a sua visita uma experiência mais completa e estimulante. Teremos, em breve, novidades para lhe dar.

Clara Riso · Directora da Casa Fernando Pessoa

publicado por CFP às 16:47
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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016

Poemas no Teatro Nacional D. Maria II, poemas na Casa Fernando Pessoa, o nosso Clube de Leitura e o Desassossego que se aproxima.


Amanhã voltamos à poesia que se faz agora e ao Clube dos Poetas Vivos, no Teatro Nacional Dona Maria II. Com Miguel Cardoso, às 19h00, vamos ouvir poemas e o poeta a conversar com Teresa Coutinho.

Esta semana temos também encontro marcado no nosso Clube de Leitura. No Ir à Estante continuamos a ler juntos e em voz alta O Livro do Desassossego. Oferecemos chá, bolinhos e o prazer de ouvir o texto.

Quinta-feira, dia 10, ao fim do dia, voltam os poemas à Casa Fernando Pessoa Ritual Sem Palco, livro de poesia de Manuela Nogueira, sobrinha de Fernando Pessoa, que também aqui viveu.

Entretanto, estamos em contagem decrescente para os Dias do Desassossego. Este ano, voltamos a juntar-nos à Fundação José Saramago para trazer os livros e a leitura ao centro dos nossos dias, cruzando-os com diferentes linguagens artísticas. O programa todo já está disponível e pode ser consultado aqui.

Encontrará motivos para o nosso encontro na programação da Casa Fernando Pessoa para Novembro e Dezembro. O tempo passa depressa. Vemo-nos por cá?

 

CFP NOV DEZ 16 Newsletter.jpg

 

publicado por CFP às 16:42
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

A(s) Biblioteca(s) de Fernando Pessoa

Uma obra literária resulta da experiência de vida do escritor, das obras que leu, a sua enciclopédia pessoal. Pretende-se neste colóquio relacionar aspectos da obra de Fernando Pessoa com a ideia de biblioteca (e de “código bibliográfico”), com a sua biblioteca material, acolhida na Casa Fernando Pessoa, mas também com uma mais vasta biblioteca virtual, constituída pelas obras que sabemos que leu e com as quais dialogou.

Em colaboração com Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra/Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura.

Com António Apolinário Lourenço, Clara Rowland, José Manuel González Herrán, Osvaldo Silvestre, Pedro Sepúlveda, Abel Barros Baptista, Giorgio Casara, Luís Filipe B Teixeira, Rita Catania Marrone.

 

Programa completo disponível aqui

Cartaz-coloquio-cfp_FINAL (2).JPG

 

 

publicado por CFP às 16:31
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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

Pessoa em Durban, exposição em Óbidos e duas visitas nas Jornadas Europeias do Património, na Casa Fernando Pessoa. 

Estreou ontem no São Luiz Teatro Municipal ZULULUZU, um espectáculo do Teatro Praga que recria a passagem de Fernando Pessoa por Durban. À semelhança de outros espectáculos da companhia, traz uma PROPS: um objecto criado para a ocasião que, como um adereço que sai de cena, funciona como o que fica além do palco.

A PROPS de ZULULUZU é um jornal, FO'SHO e será apresentada na Casa Fernando Pessoa no dia 20 de Setembro.

Está quase a começar o Fólio: o Festival Literário Internacional de Óbidos decorre de 22 de Setembro a 2 de Outubro. A Casa Fernando Pessoa está presente com a exposição Utopia: Saramago e Pessoa, de que somos parceiros. Inaugura a 24 de Setembro, às 16h00. 

No mesmo dia 24, celebramos na Casa as Jornadas Europeias do Património. Associamo-nos com duas visitas gratuitas: às 11h30, visita guiada em inglês, e, às 15h00, a visita temática (em português) Coelho da Rocha, 16. A lotação é limitada: é mesmo necessário marcar. 

Vemo-nos em breve?

publicado por CFP às 11:20
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2016

O ponto de partida é a palavra, no Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa

Setembro é mês de regressos. Regressamos por isso ao contacto com novidades sobre o Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa até Dezembro.

O nosso ponto de partida é a palavra, é o texto - a literatura, a poesia - de Pessoa e de outros autores, e assim desenvolvemos propostas para públicos com diferentes expectativas, idades e áreas de interesse.  

Oficinas, vistas temáticas e outras actividades, a programação dos próximos meses do Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa pode ser consultada através deste link.

CPF Servic¦ºo Educativo Prog SET-DEZ16 Facebook.

 

publicado por CFP às 12:16
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016

Nestes dois meses, a programação e o espólio da Casa Fernando Pessoa vão atravessar fronteiras

Entre Setembro e Outubro, tanto a programação como o espólio da Casa Fernando Pessoa vão atravessar fronteiras de diferentes tipos: chegam a vários países, cruzam áreas artísticas, ouvem diversas línguas. Actores, artistas visuais, poetas e tradutores tomam parte no programa destes dois meses: exposições, um espectáculo, as habituais conversas sobre livros, as leituras desses textos. Uma muito especial apresentação em França está marcada para 4 de Outubro. Grande parte dos livros que compõem a Biblioteca Particular de Pessoa, o espólio mais valioso da Casa, viaja para a galeria de exposições da Fundação Gulbenkian em Paris para integrar o Festival de l’incertitude [Festival da incerteza]. Paulo Pires do Vale comissariou o programa sobre o papel da utopia na nossa cultura e nele cabe bem a profusão de temas, autores, notas à margem e sublinhados que fazem a particularidade e o valor imenso da Biblioteca de Pessoa.

ZULULUZU é o novo espectáculo do Teatro Praga que vai buscar os anos de Pessoa em Durban, na África do Sul, para discutir certos lugares-comuns sociais e políticos, ao mesmo tempo que volta a questionar a mecânica do próprio teatro. Apresentado no Teatro Municipal São Luiz, aqui será feita uma conversa satélite sobre o lugar de Pessoa nesta discussão. De outros lugares vêm e de outras línguas se fazem os dois livros que vamos apresentar: Misteriosamente Feliz, do poeta catalão Joan Margarit, traduzido por Miguel Filipe Mochila, e Teoria do Um, vol. II de Mordechai Geldman, uma tradução do hebraico feita por João Paulo Esteves da Silva. Autores presentes e leituras nas várias línguas. Por fim, regressamos, como se faz nesta época do ano, aos programas regulares e às colaborações habituais: voltamos ao Clube dos Poetas Vivos, no Teatro D. Maria II, com Matilde Campilho; e recebemos o ciclo Sem casas não haveria ruas que vai trazer, muito a propósito, o tema da nossa recorrência: bibliotecas pessoais, leituras cruzadas, em particular Os livros que Pessoa leu.

Clara Riso · Directora da Casa Fernando Pessoa

publicado por CFP às 10:08
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Terça-feira, 6 de Setembro de 2016

A seguir: Setembro e Outubro na rua e na Casa Fernando Pessoa

CFP-Cover-Profile-Facebook-SET-OUT-16.jpg

 

Já está em distribuição o folheto com a programação da Casa Fernando Pessoa para Setembro e Outubro. Encontre-o pela cidade de Lisboa, ou passe pela Coelho da Rocha, 16, para recolher um exemplar.  

Um bom motivo para vir até aqui será a Visita Temática Almas Pares, sobre Pessoa e Sá-Carneiro, na tarde de Sábado, 10 de Setembro. 

Ou, dias depois, voltar connosco a O Livro do Desassossego, em leitura no nosso Clube. O programa Ir à estante regressa à regularidade quinzenal a partir de 14 de Setembro. 

Encontre mais informações sobre estas duas propostas e ainda muitos e bons motivos para regressar à Casa Fernando Pessoa ou aos nossos programas Fora de Casa aqui

Vemo-nos por cá? 

publicado por CFP às 16:02
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

A seguir, na Casa Fernando Pessoa: Vive sem horas e Sem casas não haveria ruas

A primeira quinta-feira de agosto é a quarta do programa Vive Sem Horas, a nossa parceria com o Hot Clube de Portugal. Sempre às 19h00, sempre às quintas, em Julho e Agosto, temos Jazz na Esplanada. 

Agosto é mês de Sem casas não haveria ruas na Casa Fernando Pessoa, desta vez na esplanada Flagrante Delitro. Hatherlyana é o título desta sessão, no sábado dia 6, às 17h00. 

Aqui pode encontrar informações detalhadas sobre estes programas.

Vemo-nos por cá, até breve.

publicado por CFP às 15:54
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2016

"À minha querida mamã" por Helena Feital, aluna da Universidade Sénior de Campo de Ourique

À minha querida mamã

 

Eis-me aqui em Portugal

Nas terras onde eu nasci

por muito que goste delas

ainda gosto mais de ti.

(26-07-1895)

 

Maman, Mamanm, oú allons nous

Ma belle maman?

 

O semblante sonhador daquele menino sério, parecia envolto numa aura de mistério... É que no seu olhar brilhava, de vez em quando, uma gotinha do mar que se espreguiçava pela sua cara, devagar. Assim como uma lágrima, percebem?

- Pronto! Já passou Fernando, já passou!...

Isto, disse-lhe a maresia que lhe fazia uma festa carinhosa na sua carinha rosada.

E pronto. Em seu lugar sorria agora a alegria de uma criança com vontade de brincar.

O Fernando já tinha sete anos e uma grande imaginação. Assim, começou logo a brincar às cinco pedrinhas com um amigo que viajava no seu coração. E que só ele via.

Já o acompanhava desde Lisboa a vinte de janeiro de 1896, quando embarcou naquele navio que se chamava Funchal e que o deixou na ilha da Madeira. Era no oceano Atlântico!

O Fernando ia com a sua mamã adorada e o querido Tio Taco, que gostava muito dele. E depois, quando deixaram a Madeira já iam num navio muito grande que se chamava SS Hawarden Castle que tinha saído da cidade inglesa de Southampton. O seu destino era Durban, uma cidade que se situava no país que é hoje a Africa do Sul, onde os esperava o seu novo Papá.

Tanto mar que aquele menino ainda tinha para desvendar...

- Olha, são tão bonitos. E tantos!!... São os golfinhos a brincar. Parecem jogar às escondidas. Fazem o pino no seu saltar mais engraçado. São tantas acrobacias no ar! Muito bem!! (e bateu palmas)

Hi, hi, hi, com a cabeça a abanar eles disseram que sim, que sim, que sim. Hi, hi, hi e lá foram embora.

- Está na hora de ir estudar porque a Mamã está a ensinar-me francês, inglês e muitas coisas mais. É como se estivesse na escola.

Maman, Maman, je t’aime beaucoup.

Hoje o céu estava azul acinzentado. Parecia que naquela nuvem escura estava a nascer uma tempestade.

- É melhor ir estudar lá para dentro senão a Mamã fica preocupada comigo.

E quando o jantar acabou, o barco já balançava, balançava, para cima e para baixo. Era assustador! Na caminha quentinha, o Fernando olhou para a Mamã que lhe sorriu com ternura. Para o menino parecia que o mar tinha acalmado e que a trovoada fugia em debandada.

...Tão diferente do “Sino da minha aldeia” que era calmo e alegre.

Bem, o melhor é fechar os olhos e adormecer.  Talvez quando acordares os trovões e os relâmpagos já se tenham ido embora.

No dia seguinte, o Fernando voltou ao convés do navio. O céu estava muito azul. O sol brilhava, tão quentinho. Aquecia a alma. Em redor só se via mar. Já não havia voltar...

Estavam no oceano Índico “O mais misterioso de todos”. Nisto, ouviu-se o grito de uma gaivota que voou com alvoroço, até ficar mesmo ao lado do Fernando.

- Olá (disse a gaivota com o seu piar mais profundo). Como te chamas?

- Chamo-me Fernando. Fernando Pessoa, e sou de Lisboa, em Portugal. Vieste conversar comigo?

- Claro, o que achas? E a tua Mãe onde está?

- A Mamã está ali sentada naquela cadeira a ler. Mas eu sei que ela está sempre a tomar conta de mim.

- Pois sim, pois sim. Desculpa. Que eu agora...

...e abrindo as asas de repente voou para muito alto, deu um salto e aí vem ela veloz...zzzzzzzzzzzz...plááááázz! Trazia no bico um peixe grande que engoliu apressadamente...glup, glup!

- Eu sei que não é bonito falar com o bico cheio mas...glup. Gluuuup! Já engoli. Agora já tenho a barriga cheia.

A tarde foi passando e eles sempre a conversar até que chegou a hora da gaivota ter de voar.

- Adeus Fernando acho que vais ser uma Pessoa muito importante para o mundo.

- Achas?!...(o Fernando riu feliz)

Diz-me o coração que eles ainda se vão ver. Talvez no futuro. Talvez num poema “Quando a alma não é pequena”.

No outro dia o menino acordou muito bem disposto. Tomou o pequeno almoço, conversou com a Mamã e o Tio Taco e depois foi estudar com a Mamã que ensinava tudo muito bem. Daí a pouco tempo chegariam a Durban e Fernando Pessoa iria entrar, em Março, na St. Joseph Convent School.

Lá fora, tendo o sol como um convite à brincadeira, ele empunhou uma espada imaginária, e lá começou a lutar “O Sonho é ver as formas invisíveis”.

Seria com o “Chevalier de Pas” esse seu maior amigo imaginado? Eu não sei, e tu?

 

Chevalier de Pas.jpeg

 

 

 

Então, viveram aventuras de grandes heróis, lutando com a sua espada no ar.

En garde”! Zás, tráááz, tráááz e zááás.

Vennez”! Tráz, zás, tráz, záááás.

Touché”! Venci!! Disse o Fernando a gritar de contente.

Fingindo que estava muito cansado sentou-se a olhar o mar imenso. Já era Fevereiro, depressa iriam chegar a um novo mundo.

Ele já tinha passado pela Cidade do Cabo, por Port Elizabeth (Algon Bay) e ainda por East London. No fim, o seu destino seria Natal, em Durban.

Tinha de ser forte. Estudar muito para ser o melhor. Tinha tantos sonhos!... Nisto, começou a ouvir-se plic, plic, depois plóc, plóc, plic, plôôôônc. Pronto, já estava a chover. Plônc, plic, plooc.

- Vou mas é lá para dentro porque está mais quentinho e não fico molhado.

Mais tarde, quando voltou cá para fora, ele viu bem perto, as baleias. Eram tão grandes! Splash...Brincavam e saltavam como uma flecha que se envolve no mar. Eram tão bonitas com aquela grande barbatana, deslizando suave a indicar-lhe o caminho. Livra! Não é que agora, mesmo junto ao barco, apareceram dois tubarões com um olhar sinistro. E os dentes muito aguçados pareciam querer triturar.

- A mim não. Estou cá em cima. Bem longe de vocês.

O Fernando não imaginava que os tubarões queriam dizer-lhe, e não sabiam como, estas palavras:

- Luta. Estuda muito e vencerás!

Que maravilha. Afinal o menino entendeu tudo. Para si próprio, o Fernando, confirmou com convicção: Já não sou um menino. Sei que quero escrever. Sim, eu quero ser escritor. Quero ser poeta! Quase um profeta, num infinito de lugares mágicos que darei a conhecer ao mundo, com a mesma coragem. E para vocês crianças, irei dizer

 

 

O sol.jpeg

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao anoitecer brincamos às 5 pedrinhas

No degrau da porta da casa,

Graves como convêm a um Deus e a um Poeta,

E como se cada pedra

Fosse todo um universo

E fosse por isso um grande perigo para ela

Deixá-la cair no chão.”

 

 

 

Este, e tantos, tantos, outros poemas, muito belas, que um dia, tenho a certeza, irás gostar muito de ler.

 

Fim desta história: O Fernando tinha acabado de chegar a Durban – em meados de Fevereiro de 1896.

Ainda hoje e no futuro, Fernando Pessoa continuará a ser um grande poeta. Único e Universal.

 

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.”

 

Já sei, já sei. Vocês querem saber quando é que nasceu Fernando Pessoa?

Nasceu no dia de Sto. António. A 13 de junho de 1888.

 

Nascimento.jpeg

 

 

 

Helena Feital

Junho 2016

publicado por CFP às 17:04
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Sábado, 23 de Julho de 2016

Vive Sem Horas, Almas Pares, ainda um Verão de artista e call for papers

Ainda há vagas para a oficina no Jardim da Estrela, nas próximas semanas: Modernista, modernista, vais ter um Verão de artista!, um conjunto de actividades para crianças em férias.

Seguem as quintas-feiras de Jazz na Esplanada, com o programa Vive Sem Horas, a nossa parceria com o Hot Clube de Portugal, às 19h00, para os quentes fins de tarde.

No sábado, dia 30, às 15h00, a visita temática é Almas Pares, sobre a relação entre Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. 

Aos doutorandos que trabalham sobre Fernando Pessoa, reforçamos o apelo para o call for papers: 31 de Agosto é o prazo para enviar propostas para o Congresso Internacional a realizar em Fevereiro de 2017.

Vemo-nos por cá, até breve.

 

 

publicado por CFP às 17:22
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Informações e contactos

www.casafernandopessoa.pt

Morada:

Rua Coelho da Rocha, 16, Campo de Ourique 1250-088 Lisboa

Tel: 21 391 32 70

@: info@casafernandopessoa.pt

Horário: Segunda a Sábado das 10:00 às 18:00 (última entrada às 17h30)

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