Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

Antologia de Herberto Helder entre os melhores livros publicados em Espanha











O el Poema Continuo, a tradução castelhana de Ou o Poema Contínuo, de Herberto Helder, é um dos «melhores livros de poesia publicados em Espanha» em 2006, na avaliação de dois críticos literários do El Pais. «Um nome essencial da modernidade poética portuguesa é o de Herberto Helder», autor de uma «poesia difícil, mas não ilegível e menos ainda de um hermetismo insolúvel», escreve no jornal madrileno o crítico Antonio Ortega. Relativamente à tradução, de uma «musical fidelidade», de Jesus Munárriz, Ortega observa ser «impossível não sair (da leitura do livro) com um sentimento de inquietude, não ver as palavras, quase tocá-las». Esta antologia reúne sob novo título toda a poesia de Herberto Helder. (fonte: Diário Digital)
publicado por CFP às 12:09
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Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

Alguns dias em Dezembro










Da esquerda para a direita e de cima para baixo: entrega do Prémio Fundação Luís Miguel Nava 2006 a António Ramos Rosa (dia 5); comunicação Rodrigues Sampaio visto por Teixeira de Vasconcelos, por António Ventura (dia 6); lançamento do livro Largo das Necessidades, de Paola D’Agostino (dia 7); lançamento de Ritual Sem Palco, de Manuela Nogueira (dia 12); lançamento de Casa das Sementes, poesia escolhida de António Osório (dia 15) e apresentação de Livro de Estimação, de Jorge Reis-Sá (dia 15).
publicado por CFP às 15:33
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Agatha Christie finalmente editada na China












A chinesa People's Literature Publishing House (PLPH) prepara-se para publicar a primeira edição legal de um romance de Agatha Christie neste país. A PLPH, que é a maior editora da China, adquiriu os direitos sobre as obras completas de Christie através do seu agente britânico. A publicação dos livros da autora coincidirá com o trigésimo aniversário da sua morte. Primeiro, será editado um conjunto de 14 histórias, incluindo os famosos títulos Death on the Nile, Murder in the Calais Coach e Hercule Poirot. Em 2007, outros 32 livros de Agatha Christie serão traduzidos, entre eles, The Murder of Roger Ackroyd e Murder on the Orient Express. (fonte: The Washington Times)
publicado por CFP às 15:02
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Cinemateca mostra em 2007 adaptações de escritores portugueses












Camilo Castelo-Branco é o escritor português escolhido pela Cinemateca para abrir, no próximo dia 4, um ciclo dedicado a adaptações literárias ao cinema que se prolongará por 2007. Em Janeiro serão exibidos, de forma cronológica, cinco filmes adaptados a partir de obras de Camilo Castelo-Branco, predominando o clássico Amor de Perdição. Para 2007, a Cinemateca pretende dedicar um mês a cada escritor português, sendo que Fevereiro deverá preenchido com adaptações de obras de Eça de Queirós. A história do cinema português está recheada de adaptações literárias ao cinema, desde Júlio Dinis até José Cardoso Pires. José Fonseca e Costa adaptou em 1987 Balada da Praia dos Cães, enquanto Fernando Lopes estreou em 2002 O Delfim, ambos de José Cardoso Pires. As Pupilas do Senhor Reitor e Os Fidalgos da Casa Mourisca, de Júlio Dinis, estão também entre os mais adaptados, por realizadores como Georges Pallu, Maurice Mauriad, Leitão de Barros, Perdigão Queiroga ou Arthur Duarte. Luís Filipe Rocha adaptou Cerromaior (1980), a partir de uma novela de Manuela da Fonseca e José Fonseca e Costa rodou Sem Sombra de Pecado (1983), partindo do texto Aos Costumes Nada Disse, de David Mourão-Ferreira. Vale Abraão (1993), de Manoel de Oliveira a partir de uma obra de Agustina Bessa-Luís, ou Uma Abelha na Chuva (1971), de Fernando Lopes sob um romance de Carlos Oliveira engrossam a lista de adaptações ao cinema. Mais recentemente, Leonel Vieira realizou A Selva (2002), partindo da obra homónima de Ferreira de Castro. (fonte: Diário Digital)
publicado por CFP às 12:39
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Prémios Revelação APE

A Associação Portuguesa de Escritores atribuiu os seus Prémios de Revelação referentes a 2005, nas modalidades de Poesia e de Ensaio Literário, às quais concorreram 44 autores, nelas inéditos em livro, com 37 mais 7 originais, respectivamente. O júri foi constituído por José Correia Tavares, que presidiu, Annabela Rita, Cristina Robalo Cordeiro e Liberto Cruz, tendo deliberado, sempre por unanimidade, distinguir os seguintes 2 originais: Para Além Desta Voz da Memória, de Paula Cristina Costa (Poesia) e As Polémicas de Vergílio Ferreira e uma Antipolémica ou Polémica do Silêncio, de Jorge Costa Lopes (Ensaio). Estes prémios, para escritores inéditos em livro na modalidade a que concorrem, são patrocinados pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB), garantindo a publicação, em colecção própria, através duma editora, e o pagamento dos direitos de autor.
publicado por CFP às 11:13
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Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006

Poeta George Alexander Portillo recebe Prémio Adonais

O escritor salvadorenho George Alexander Portillo foi distinguido na passada semana, em Madrid, com o Prémio Adonais de Poesia, pela obra Breve Historia del Alba. Nascido em El Salvador em 1973, Portillo foi escolhido por unanimidade pelo júri, «pela riqueza de recursos expressivos, que se juntam a uma voz intensa e reflexiva». Além de poesia, George Alexander Portillo, que assina algumas vezes com o pseudónimo Jorge Galán, é autor de obras de ficção como El Dia Interminable, Tarde de Martes e La Habitación. O Prémio Adonais, anual e não monetário, foi criado em 1943 pela Biblioteca Hispânica para distinguir autores em língua castelhana. (fonte: Diário Digital)
publicado por CFP às 13:13
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Editora espanhola publica textos inéditos de Camilo José Cela









Vários textos inéditos e outros pouco conhecidos do escritor Camilo José Cela, escritos entre 1940 e 2001, foram publicados graças ao trabalho de uma editora espanhola. Retorno a Iria Flavia reúne artigos para a imprensa, cartas, manuscritos e imagens, que mostram «a relação de Cela com a sua terra natal» na região da Galiza, no norte de Espanha. A investigadora Olívia Rodríguez González, que seleccionou os textos do Prémio Nobel da Literatura, afirma que procurou mostrar o «lirismo» do autor e as influências de outros escritores, poetas, artistas e intelectuais. Em Iria Flavia, na localidade de Padrón, ficam a casa de Cela (1916-2002) e a Fundação que promove a sua obra. (fonte: Diário Digital)
publicado por CFP às 12:48
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Enrique Vila-Matas vence Prémio da Real Academia Espanhola












O escritor catalão Enrique Vila-Matas é o vencedor do prémio da Real Academia Espanhola (RAE) 2006, pelo seu romance Doctor Pasavento, anunciou a instituição. O prémio, que consiste numa medalha de ouro e 25 mil euros, é entregue alternadamente à melhor obra de criação ou investigação científica ou literária do biénio precedente, escolhida de entre as candidaturas apresentadas pelas 22 Academias da Língua Espanhola. Doctor Pasavento é um romance que situa «o exercício de criação literária no centro da experiência humana». Enrique Vila-Matas, nascido em Barcelona, em 1948, encerra, com o romance premiado pela Academia, uma trilogia baseada na busca da identidade e na reflexão sobre o ofício de escritor. A obra, editada em Espanha pela Anagrama e ainda sem tradução portuguesa, recebeu no passado mês de Abril o Prémio da Fundação José Manuel Lara Hernández, concedido por 12 editoras espanholas e no valor de 150 mil euros. (fonte: Diário Digital)
publicado por CFP às 12:34
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Faleceu o editor e livreiro José Leal Loureiro

O editor e livreiro José Leal Loureiro morreu na noite de ontem no Porto, aos 60 anos. Leal Loureiro, que nos últimos anos assumiu a direcção da famosa livraria Buchholz, em Lisboa, foi um dos fundadores da editora Regra do Jogo, que na década de setenta publicou autores como Rui Nunes, Joaquim Manuel Magalhães, Manuel Villaverde Cabral e Maria Gabriela Llansol. O funeral sai quarta-feira às 15:15 da Igreja do Foco, na Boavista (Porto), para o Cemitério Agramonte. (fonte: Diário Digital)
publicado por CFP às 12:28
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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Ainda Cesariny















JOÃO PEREIRA COUTINHO

Mário Cesariny, 1923-2006
Folha de S. Paulo, 29 Nov. 06

Era a expressão poética de que a criação artística habita um espaço intocado e intocável pela opressão UNS DIAS, em conversa com um poeta brasileiro (e colunista desta Folha), dizia-me ele que era necessário entrevistar Mário Cesariny. Para que o Brasil conhecesse melhor o poeta português antes que fosse tarde.
Agora é tarde. Cesariny morreu em Lisboa no passado domingo. Tinha 83 anos, e, se me permitem, Portugal perdeu o seu maior poeta.
Não pretendo entrar em polêmicas e, além disso, não pretendo convencer ninguém. Uma opinião é uma opinião é uma opinião. E Pessoa é Pessoa (um caso à parte, que não esqueço nem ignoro).
Mas Mário Cesariny era um milagre. Se lerem os obituários do momento, encontrarão as informações oficiais: o homem que, depois do encontro em Paris com André Breton, lançaria em 1947 o movimento surrealista português, embora seja mais correto falar em movimento surrealista lisboeta, porque o fenômeno (tal como o modernismo de Pessoa, e à diferença do que se passou com os modernismos brasileiros) foi sobretudo um fenômeno da capital.
Acontece que Cesariny era mais do que um surrealista: era a expressão poética e pessoal de que a criação artística (na poesia, primeiro; na pintura, depois; no ensaio, na tradução, no teatro, sempre; e na vida, sobretudo) habita um espaço intocado e intocável pelas patas da opressão. A opressão do Estado Novo, que o censurava e até humilhava, atendendo à sua condição homossexual. A opressão das esquerdas, que, ancoradas na ortodoxia neo-realista, sempre condenaram os desvios heterodoxos do "(sur)real cotidiano" de Cesariny. E a "opressão silenciosa" da democracia, que praticamente o enxotou dos círculos oficiais.
Nada disso apaga o essencial. E o essencial, na hora da morte, é a liberdade absoluta de um gênio absoluto, que soube elevar a existência humana mais concreta a uma linguagem plena de ironia e encantamento. Ou, como o próprio dirá no livro "Pena Capital" (1957) e no poema "Autobiografia":

[...]
Eu sou, no sentido mais enérgico da
palavra
Uma carruagem de propulsão por
hálito
os amigos que tive as mulheres que
assombrei as ruas por onde
passei uma só vez
tudo isso vive em mim para uma história
de sentido ainda oculto
magnífica irreal
como uma povoação abandonada
aos lobos
lapidar e seca
[...]
E para dizer-te tudo
dir-te-ei que aos meus vinte e cinco
anos de existência solar estou
em franca ascensão para ti O
Magnífico na cama no espaço duma pedra em Lisboa-Os-Sustos
e que o homem-expedição de que
não há notícias nos jornais nem
lágrimas à porta das famílias
sou eu meu bem sou eu partido de
manhã encontrado perdido entre
lagos de incêndio e o teu retrato
grande!


Imagem retirada daqui.
publicado por CFP às 16:29
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