João Botelho prepara o seu novo filme, O Filme do Desassossego, cuja rodagem arranca em Novembro, em Lisboa. Homenagem ao Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa, este será o maior desafio para o realizador. "É o meu filme mais arriscado. Posso dizer que ajudei um bocadinho o Pessoa, agora ajuda-me ele a mim", diz o cineasta, lembrando a sua estreia em 1981, quando filmou Conversa Acabada, sobre Pessoa e Mário de Sá Carneiro, antes mesmo da primeira edição do Livro do Desassossego (1982). Vinte e sete anos depois, Botelho reinventa a obra: "Vou fazer o meu ‘Livro do Desassossego’, um filme na Lisboa de hoje. O Bernardo Soares de hoje seria um funcionário público, que vive em Telheiras e anda de metro", imagina Botelho. Antes, Botelho roda um documentário de 10 minutos sobre Lisboa, encomenda da Câmara, para "mostrar como está hoje a Lisboa de Pessoa." O protocolo estende-se ao Filme do Desassossego (apoio de 200 mil euros), ao qual se junta o financiamento do ICA e da RTP. O orçamento da produção da Ar de Filmes ronda 1,5 milhões de euros. (fonte: CM; foto: Bruno Colaço)
LIGAÇÕES
ACPC - Arquivo de Cultura Portuguesa
Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
CNC - Centro Nacional de Cultura
DGLB - Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas
Instituto de Estudos Portugueses
Sociedade Portuguesa de Autores
EDITORES
