Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Recital

 

Quarteto com Piano de Brahms, interpretado pelo Quarteto com Piano de Moscovo: Alexei Tolpigo (violino), Alexandre Delgado (viola), Guenrikh Elessine (violoncelo), e Alexei Eremine (piano).

 

Solistas da Metropolitana na Casa Fernando Pessoa. Dia 26 de Abril pelas 18h30. Entrada livre.

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Terça-feira, 9 de Abril de 2013

O Que Importa: 2ª edição

 

Apresentação pública das propostas seleccionadas, dia 23 de Abril pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa.

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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

Texto introdutório a uma primeira grande sessão de "A Hora do Romance"

 

 

Apresentação de Nome de Guerra

 

Por motivos de saúde e com grande pena minha não posso estar fisicamente presente na estreia deste novo Ciclo da Casa Fernando Pessoa, A Hora do Romance, através do qual pretendemos recordar que, como Fernando Pessoa bem sabia,  a grande literatura não se esgota nos moldes da Poesia.  Mas não quero deixar de agradecer ao Diogo Dória, actor que muito admiro, a sua adesão imediata ao desafio para fazer uma leitura encenada deste romance que permanece como extraterrestre na literatura portuguesa, Judite - Nome de Guerra, através do qual celebramos os 120 anos de Almada Negreiros.

         Almada tem sido mais recordado como artista plástico e mentor de outros artistas do que como o grande  escritor que também foi, criador de uma linguagem nova dentro da Língua Portuguesa.

Em cento e poucas páginas e sessenta e quatro capítulos – multiplicar capítulos é uma fórmula matemática  segura de multiplicar leitores – Almada conseguiu: a) contar uma história muito bem contada ; b) escrever um argumento para televisão, antes da aparição da dita –  Nome de Guerra  é de 1925 ( embora só tenha sido publicado dez anos mais tarde);  c) bombardear de uma vez por todas a mais terrorista de todas as ideias-feitas sobre literatura, a saber, a de que a literatura-a-sério-é-a-que-conta-histórias; d) alertar para o carácter ambíguo e ilusório da imagem, contra-atacando por antecipação a massificação ideológica da civilização audiovisual; e) desencadear a teoria do nacional-modernismo, que anula o clássico antagonismo entre «cosmopolitismo» e «enraizamento»;  f)  criar um novo tipo de romance de amor e uma nova forma de religião amorosa  que poucos fiéis arrebanharam até hoje.

A história bem contada reza assim: Antunes, pobre parolo, vem a Lisboa a mando de um tio para um curso intensivo de educação sexual. Apaixona-se pelo corpo de uma jovem prostituta que dá pelo nome-de-guerra de Judite, começa a misturar a alma ao corpo, desapaixona-se na recordação mítica da Maria lá da terra, que entretanto falece de saudades. Acaba sozinho, a olhar as estrelas e a amar-se a si próprio nelas reflectido. Personagens e diálogos exibem a consistência densa do que, à força de sofisticação e capacidade utópica, parece absurdamente natural – e Lisboa, toda desenhada a partir dos contrastes do coração, fixa-se-nos violentamente gráfica, síntese de  Blade Runner  e  Pátio das Cantigas. Não há categoria para este estilo literário que rejeita em bloco o rocócó do romantismo, a presunção do surrealismo e a modéstia mental do realismo. Em 1928, estava Nome de Guerra pronto na gaveta de Almada, José Régio proclamava a emergência de uma «literatura viva» que arriscaria descer aos abismos inconscientes do humano e acabaria de vez com o academismo da «literatura livresca». Mas nenhuma bifurcação é capaz de dar conta do inédito, e Nome de Guerra continua inclassificável, simultaneamente inatingível e popular.  Popularucho,até. Com palavrões, bofetadas, bebedeiras e tudo. Trata-se da história mais velha do mundo, não é verdade?

O que nos leva directamente ao argumento c, o de que contar histórias é a profissão mais velha no mundo, ou de que as histórias são prostitutas: pagam-se, gozam-se e esquecem-se. Tomemos por exemplo a apresentação dos pais do Antunes, à entrada do capítulo VII: «Conheceram-se num piquenique para o resto da vida. Se não nasceram um para o outro, ficaram um para o outro desde então. Daqui nasceu o Antunes.»  Julgo desnecessário explicar que o que menos importa nestas três frases é o Antunes e a sua parentela. As histórias, para os verdadeiros romancistas, são parábolas, símbolos, estátuas móveis que traduzem o magma das inquietações profundas. No caso, Almada reflectia sobre o peso da sociedade e o encontro

(ou desencontro) do indivíduo com o mais íntimo de si. O que nos conduz directamente à tal liturgia nova do amor e das suas ficções. António Alçada Baptista foi o descobridor disto, num prefácio de tão perfeita novidade quanto a de  Nome de Guerra: « A secular separação estabelecida pela paideia judeo-cristã do espírito e do corpo, que constitui, muito possivelmente, o fundamento da tragédia existencial do amor no Ocidente, não tinha sido ainda superada na nossa literatura até Nome de Guerra, e não tenho presente que o tenha sido depois.»

Obrigada pela vossa presença. Boa sessão, boas leituras.

 

Inês Pedrosa

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Sexta-feira, 5 de Abril de 2013

Voltar a rir

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Terça-feira, 2 de Abril de 2013

"Proeminências", poesia romena

O Instituto Cultural Romeno em Lisboa em colaboração inédita com a Casa Fernando Pessoa apresenta o espectáculo de spoken word Proeminências. No dia 10 de Abril, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Tiago Gomes & Tiago Barbosa irão ler e interpretar versos dos poetas romenos Mihai Eminescu, Lucian Blaga, Nichita Stanescu e Dinu Flamând, com a música do guitarrista Francisco Rebelo. O espectáculo consiste na junção entre poesia, música e artes do espectáculo, três domínios artísticos que se completam e unem.

 

Entrada livre no limite dos lugares disponíveis.

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Terça-feira, 26 de Março de 2013

Nova programação

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Informações e contactos

www.casafernandopessoa.pt

Morada:

Rua Coelho da Rocha, 16, Campo de Ourique 1250-088 Lisboa

Tel: 21 391 32 70

@: info@casafernandopessoa.pt

Horário: Segunda a Sábado das 10:00 às 18:00 (última entrada às 17h30)

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