Ontem, entre as 19h e as 22h, aconteceu na Casa Fernando Pessoa o lançamento do terceiro número da revista Inútil. 180 minutos à volta da pele, da poesia e do jazz. Horas extraordinárias.
«"Decidi, portanto, que este volume sobre Saramago não seria outro texto biográfico. Assim, estamos perante um volume que exprime saudade, essa palavra tão lusitana. Um tomo que apresenta um amor cúmplice pelos textos e pelas ideias deste autor convulso, revolucionário, genial."»
(Rui Calisto)
A INÚTIL é uma revista de experimentação do registo poético através da ESCRITA e da IMAGEM. Em cada revista 1 tema, 1 convidado central, e muitos textos, poemas, ilustrações e fotografias, de autores conhecidos e reconhecidos, e de autores estreantes. Até agora foram publicados 2 números e colaboraram poetas como José Luís Peixoto, Nuno Júdice, Amadeu Baptista, entre muitos outros, e convidados menos conhecidos pela aventura poética como Nicolau Santos ou Ana Zanatti. OLGA RORIZ e BERNARDO SASSETTI foram os convidados centrais dos primeiros 2 números. NA INÚTIL 3, a ser lançada agora, esse lugar de destaque pertence à escritora e poetisa MARIA TERESA HORTA, que colabora com poemas, alguns deles inéditos, e responde a 3 perguntas da INÚTIL. O tema da INÚTIL 3 é A PELE. O lançamento da INÚTIL 3 é no próximo dia 2 de Dezembro, pelas 19 horas na Casa Fernando Pessoa. A apresentação fica a cargo de Inês Fonseca Santos. Albano Jerónimo, André Gago, Ivo Canelas são alguns dos actores convidados para a leitura de poemas. A entrada é livre.
Percorrendo um trajecto literário que o completa enquanto escritor de viagens, de conto, de literatura infantil e de poesia, António Barroso Cruz regressa ao seu Bairro (Campo de Ourique), transportando memórias poéticas em figurinos ocidentais (Poesia(s) do Desassossego) e orientais (Haiku – micropoesia). Publicado em Portugal, Brasil, Itália e Japão, o autor é colaborador permanente e assíduo em jornais diários, semanários, revistas e publicações de cariz cultural, vestindo por vezes a pele de actor de teatro e autor/apresentador de programas televisivos e eventos culturais. Neste regresso ao Bairro que o viu nascer e crescer enquanto descobridor de mundos e de gentes, António Barroso Cruz estará presente na Casa Fernando Pessoa, no dia 7 de Dezembro pelas 18h30.
Neste recital, as actrizes Elisa Lucinda e Geovana Pires vertem para os espectadores um olhar brasileiro sobre a obra de Fernando Pessoa. Concebido como uma interpretação informal, os poemas dos heterónimos ganham nova moldura nas vozes e nos corpos das actrizes, que já viveram no teatro as figuras de Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, através da peça A natureza do olhar que foi um sucesso de público e crítica. Elisa Lucinda, também poeta e fundadora da Casa Poema, sede da Escola Lucinda de Poesia Viva, há doze anos que ensina e diz poesia de forma simples, coloquial e encantadora, fazendo com que as palavras reassumam o seu poder gerador de imagens. Geovana Pires forma com ela uma dupla divertida e emocionante, que nos revela parte da dor e do humor do génio português. Dia 3 de Dezembro pelas 18h30 na Casa Fernando Pessoa. Entrada livre.
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