Sexta-feira, 27 de Março de 2015

"O Marinheiro": a obra-prima teatral de Fernando Pessoa, 100 anos depois da publicação em Orpheu, por Ricardo Belo de Morais *

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Neste 2015, o Dia Mundial do Teatro que hoje se assinala encontra-nos também no “ano de Orpheu”, em que celebramos o centenário da revista "extinta e inextinguível", onde o génio de Fernando Pessoa brilhou fulgurante. Passam também, este mês, 100 anos sobre a primeira publicação de O Marinheiro.

 

O “drama estático em um quadro” de Pessoa foi escrito – ou, pelo menos, datado – a 11 e 12 de Outubro de 1913. O Marinheiro nunca chegou a ser representado em vida de Fernando Pessoa, mas foi a primeira obra que o autor se empenhou em publicar, nomeadamente na revista A Águia, ou através da Renascença Portuguesa. Malogradas essas tentativas, Fernando Pessoa viria a publicar O Marinheiro apenas dois anos depois no primeiro número da revista Orpheu.

 

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A clara intenção de Pessoa em apresentar-se como dramaturgo na mítica revista do movimento modernista português só espantará quem não conhecer a fundo as suas opções, claramente manifestadas, por exemplo, em cartas como a que escreveu a Adolfo Casais Monteiro, a 20 de Janeiro de 1935: “[…] O que sou essencialmente — por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja — é dramaturgo. O fenómeno da minha despersonalização instintiva a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterónimos, conduz naturalmente a essa definição.”

 

Com efeito, muito antes do “Dia Triunfal” de 8 de Março de 1914; muito antes do “drama em gente” da heteronímia; foi com O Marinheiro que o mais universal dos escritores portugueses escolheu condensar todas as suas obsessões. A peça ocupa um lugar único na produção literária pessoana: foi, de entre mais de vinte projectos teatrais, o único texto dramático que Fernando Pessoa completou e editou em vida. Além disso, foi um projecto que acompanhou Pessoa ao longo de todos os seus dias. A 4 de Março de 1915, em carta a Armando Cortes-Rodrigues, anunciando Orpheu I, Pessoa escreve que “O meu drama estático «O Marinheiro» está bastante alterado e aperfeiçoado; a forma que v. conhece é apenas a primeira e rudimentar. O final, especialmente, está muito melhor. Não ficou, talvez, uma coisa grande, como eu entendo as coisas grandes; mas não é coisa de que eu me envergonhe, nem — creio — me venha a envergonhar.”

 

No fabuloso jogo da heteronímia, onde o diálogo entre Pessoa e as suas criações (ou até das suas criações, entre elas) não cessa, é na sequência da publicação de O Marinheiro, em Orpheu, que Álvaro de Campos dedica a Fernando Pessoa, com o mais cáustico humor, as seguintes linhas:

 

A FERNANDO PESSOA, DEPOIS DE LER O SEU DRAMA ESTÁTICO
«O MARINHEIRO» EM «ORPHEU I»

       Depois de doze minutos   
       Do seu drama O Marinheiro,   
       Em que os mais ágeis e astutos   
       Se sentem com sono e brutos,   
       E de sentido nem cheiro,   
       Diz uma das veladoras   
       Com langorosa magia   
       
De eterno e belo há apenas o sonho. Por que estamos nós falando ainda?      

     Ora isso mesmo é que eu ia   
     Perguntar a essas senhoras…  
 
In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002

 

Quinze anos depois de Orpheu, agora em carta a João Gaspar Simões, a 10 de Janeiro de 1930, Pessoa volta a referir-se ao seu projecto, que vinha sendo requisitado pela equipa da revista Presença: “Respondo agora à sua pergunta sobre o publicarem na Presença ou em separata algumas das minhas antigas produções. Podem vocês dispor como quiserem das duas Odes e do Opiário do Álvaro de Campos e da minha Chuva Oblíqua – isto pelo que diz respeito a inserções no Orpheu. O Marinheiro está sujeito a emen­das: peço que, por enquanto, se abstenham de pensar nele. Se quiserem, poderei, feitas as emendas, dizer quais são: ficará então ao vosso dispor, como o estão as composições a que, como tais, acima me refiro.”

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Tamanha era a dedicação de Fernando Pessoa a O Marinheiro que já nos anos 50 do século passado estavam descobertas e publicadas (nomeadamente por Petrus) as provas dos seus esforços de tradução da obra para francês. Décadas mais tarde, o espólio da Biblioteca Nacional revelou-nos também notas de Pessoa ortónimo – e do heterónimo Álvaro de Campos – em inglês, glorificando O Marinheiro como epítome do sensacionismo e uma produção literária capaz de criar “o terror intelectual mais subtil que jamais se viu”.

 

Definido por Pessoa como um “drama estático”, O Marinheiro não só prescinde como recusa todos os jogos de cena, designadamente o movimento. Numa torre de um castelo, numa dimensão fora do espaço e do tempo – ou para além destes – três mulheres velam, noite fora, o corpo de uma quarta. Procurando consumir as horas difíceis que as aguardam, até porque sabem que “ainda não deu hora nenhuma”, as três veladoras contam histórias e acabam por desembocar na evocação de um marinheiro, náufrago numa ilha deserta, que constrói para si uma realidade ficcional mais poderosa e real que a realidade. O marinheiro criado e invocado pelas três mulheres rapidamente as absorve nas teias da ficção, deixando-as suspensas entre passado e futuro, num hipnótico poema visual que confunde sonhadoras e sonhado.

 

É fácil especular como a participação de Fernando Pessoa em revistas da especialidade – e as críticas demolidoras que chega a assinar, para algumas obras tradicionais da época – o tenham empurrado para escrever algo que seria, no seu entender, “a peça perfeita”. Na verdade, Pessoa começa, a 1 de Março de 1913, a sua colaboração em Teatro: revista de crítica, que conhecerá quatro números. O seu director, Boavida Portugal, funda, em Novembro do mesmo ano, uma revista parecida, Teatro: jornal de arte, onde Pessoa também colaborará.

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Enquanto “teatro do êxtase”, O Marinheiro apresenta-nos um Pessoa ligado aos simbolistas e ao movimento saudosista português, bebendo claramente inspiração no dramaturgo, poeta e ensaísta belga de língua francesa, Maurice Maeterlinck – mas partindo, daí, para aquilo que Pessoa chamaria o “sensacionismo integral” que viria, aliás, a desembocar em Pessoa na criação dos seus três heterónimos “principais”. A existência prévia de três “veladoras” fica, assim, ainda mais claramente longe de uma simples coincidência. As veladoras são todas a mesma, não se distinguem: ajudam-se, são solidárias em fugir à vida, no criar o sonho.

 

Ao recusar todas as regras básicas teatrais do teatro naturalista, mantendo apenas uma mise-en-scène espiritual, O Marinheiro é uma obra-limite, minimalista, provocatória e verdadeiramente de vanguarda. Também por isso, na sua complexidade, no seu distanciamento da realidade, tem um fascínio e desafios próprios, adequados à contemporaneidade, mas intimidatórios para o grosso dos encenadores e das actrizes.

 

Nas celebradas Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação (textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho. Lisboa: Ática, 1966.) é o próprio Fernando Pessoa quem posiciona, com assertivo rigor, tanto a sua peça como os seus companheiros de letras, face ao 'pai espiritual' belga:

 

O sensacionismo começou com a amizade entre Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. Provavelmente é difícil destrinçar a parte de cada um na origem do movimento e, com certeza, absolutamente inútil determiná-lo. O facto é que ambos lhe deram início. Mas cada sensacionista digno de menção é uma personalidade à parte e, naturalmente, todos exerceram uma actividade recíproca. Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro estão mais próximos dos simbolistas. Álvaro de Campos e Almada Negreiros são mais afins da moderna maneira de sentir e de escrever. Os outros são intermédios. Fernando Pessoa padece de cultura clássica. Nenhum sensacionista foi mais além do que Sá-Carneiro na expressão do que em sensacionismo se poderá chamar sentimentos coloridos. A sua imaginação — uma das mais puras na moderna literatura, pois ele excedeu Poe no conto dedutivo em A Estranha Morte do Professor Antena —corre desenfreada por entre os elementos que os sentidos lhe facultaram, e o seu sentido da cor é dos mais intensos entre os homens de letras. Fernando Pessoa é mais puramente intelectual; a sua força reside mais na análise intelectual do sentimento e da emoção, por ele levada a uma perfeição que quase nos deixa com a respiração suspensa. Do seu drama estático, O Marinheiro, disse uma vez um leitor: «Torna o mundo exterior inteiramente irreal» e, de facto, assim é. Nada de mais remoto existe em literatura. A melhor nebulosidade e subtileza de Maeterlinck é grosseira e carnal em comparação. José de Almada-Negreiros é mais espontâneo e rápido, mas nem por isso deixa de ser um homem de génio. Ele é mais novo do que os outros, não só em idade como também em espontaneidade e efervescência. Possui uma personalidade muito distinta — para admirar é que a tivesse adquirido tão cedo.

Fernando Pessoa, 1916

 

 

Em Portugal, duas produções marcam, sem dúvida, tempos diversos mas cruciais da vida de O Marinheiro. Um primeiro destaque deve ser dado à 111ª Produção da Companhia de Teatro de Almada, estreada em Abril de 2008, com encenação do francês Alain Ollivier e as interpretações de Cecília Laranjeira, Maria Frade e Teresa Gafeira. Conforme testemunho de Alain Ollivier (que dois anos antes já havia montado a peça em França), o seu interesse por O Marinheiro nasceu da inspiração poética que perpassa todo o texto e “permite conhecer de onde vem a inspiração de Fernando Pessoa, que com 24 anos escreveu esta peça em dois dias. Mostra-nos a sua intuição, a sua visão daquilo que viria a ser a sua vida de artista, de tormento e de sofrimento.”

 

 

 

Mais de quarenta anos antes, o segundo destaque só pode naturalmente ser entregue ao mítico Grupo Fernando Pessoa, criado em Novembro de 1960, como resultado das comemorações do 25º aniversário da morte de Fernando Pessoa, realizadas pela Casa da Comédia no Centro Nacional de Cultura. Com encenação de Fernando Amado e direcção de João d’Ávila, O Marinheiro contou então com as interpretações das jovens Glória de Matos, Isabel Ruth e Clara Joana. Conforme nos conta a memória de João d’Ávila, foi um espectáculo onde Fernando Pessoa “brilhou como jóia rara de requintado gosto, no mais belo poema dramático, jogado entre três personagens femininas, que falam e sonham com O Marinheiro na mais delirante e poética sonoridade que alguma vez a língua portuguesa alcançara na sua musicalidade, onde o som da palavra, clarifica e ilumina o significado, tornando o real, sonho e onde o sonhado é ele próprio O Marinheiro, personagem inexistente, mas presente na acção mágica do teatro musicado, através das vozes de três mulheres veladoras. O Marinheiro é o V Império.”

 

Nas últimas décadas, O Marinheiro tem chegado a palcos de todo o mundo. No momento em que escrevemos estas linhas, está por exemplo em cena no Chile, no Centro Cultural Gabriela Mistral. Sob a direcção de Alejandro Goic, três das mais aclamadas actrizes chilenas (Bélgica Castro, Carmen Barros e Gloria Münchmeyer) continuam a levar esta obra de Pessoa a lotações esgotadas diárias. 

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Em O Marinheiro, há oposição entre a vida e o sonho. Assistimos, ao longo da peça, à hesitação entre querer fugir da vida e um ritual em que, através do sonho, as veladoras querem voltar ao eu primordial. O sonho das veladoras é extremamente complexo: é passado e é divinatório, uma regressão que nos projecta para o futuro. O Marinheiro, algures entre o Céu e a Terra, é poder criador: – “Por que não será a única coisa real nisto tudo o marinheiro, e nós e tudo isto aqui apenas um sonho dele?…”

 

Em última análise, o marinheiro talvez seja o próprio Fernando Pessoa, apostado em concentrar realidade e acção, no sonho de viver.

 

Ricardo Belo de Morais

* Investigador, membro da equipa de Acolhimento da Casa Fernando Pessoa

 

Bibliografia activa

PESSOA, Fernando - O marinheiro : drama estático em um quadro (Introdução e notas de Petrus). Porto : Arte e Cultura, [D.L. 1966]. VII, 52 p.

PESSOA, Fernando - Ficção e teatro : o banqueiro anarquista : novelas policiárias : o  marinheiro e outros. Mem Martins : Europa América, D.L. 1986. 236 p.

PESSOA, Fernando - O marinheiro (Introdução de Teresa Rita Lopes). 1ª ed. Lisboa : Livros de Areia, 2008. 73 p. ISBN 978-989-8118-03-5

PESSOA, Fernando - O marinheiro (Introdução e notas de Cláudia F. Souza). Lisboa : Babel, 2010. 73P. ISBN 978-972-617-235-2

PESSOA, Fernando - Páginas de estética e de teoria e crítica literárias. Lisboa : Ática, 1994. - ISBN 972-617-103-2

 

Bibliografia Passiva

LOPES, Teresa Rita - Pessoa hoje : conhecimento, inflação? 1ª ed. Lisboa : Universidade Nova : Faculdade de Ciências e Tecnologia, 1984. 23 p.

BARBOSA, Luiz Henrique

O marinheiro : um drama pós-moderno? / Luiz Henrique Barbosa [e] Raimunda Alvim Lopes Bessa

In: Fernando Pessoa e o surgimento do sujeito literário / org. Lélia Parreira Duarte. - Belo Horizonte, 2007. - p. 144-158

 

Documentação online:

Pessoa e o Teatro de ÊxtaseTeresa Rita Lopes

Auto-tradução e experimentação interlinguística na génese d’O Marinheiro de Fernando PessoaClaudia J. Fischer

Elementos do Drama em O MarinheiroDebora Oliveira

publicado por CFP às 19:45
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2014

"Desassossego em Lisboa", na Casa Fernando Pessoa, Domingo, 6 de Julho

"Desassossego em Lisboa" vai ser uma noite de homenagem a Fernando Pessoa e agradecimento ao editor norueguês Christian Kjelstrup, criador das livrarias efémeras dedicadas em exclusivo a vender, em Oslo e Lisboa, o «Livro do Desassossego». Tal como já aconteceu na Noruega, a pop-up store de Christian Kjelstrup em Lisboa - e a sua presença na capital - tem o apoio da Embaixada de Portugal em Oslo e da Casa Fernando Pessoa. Christian Kjelstrup viaja com a TAP. 
A Casa Fernando Pessoa abrirá portas excepcionalmente a um Domingo, para esta especial noite de festa, com entrada livre - LIMITADA à capacidade máxima do nosso auditório, a definir no dia, pelo RSBL.
Os bilhetes disponíveis serão entregues à porta, à entrada da Casa, no dia do evento. Não se efectuam reservas.
As portas da Casa Fernando Pessoa abrirão às 20h00 e a subida do público ao auditório será iniciada às 20h15. Solicitamos a colaboração de todos na constituição de uma fila, por ordem de chegada.
PROGRAMA
1ª Parte:
– Abertura
– Comunicação de Christian Kjelstrup. O editor explicará, muito brevemente, os antecedentes da Uroens Bokhandel em Oslo e fará o balanço da iniciativa homóloga em Lisboa. Será lido um fragmento do «Livro do Desassossego», em Norueguês.
– Vozes em Desassossego. Leituras por Maria do Céu Guerra e Diogo Infante.
Jeronimo Pizarro & Christian Kjelstrup: à conversa com o «Livro do Desassossego».
2ª Parte:
– Exibição de “Transeunte”, curta-metragem do jovem realizador português Henrique Câmara Pina, baseada no poema “Lisbon Revisited (1926)”, de Álvaro de Campos/Fernando Pessoa.
- Três canções para Pessoa:
- Rogério Godinho             
(Todos os artistas interpretarão três canções que terão, como letra, poemas de Fernando Pessoa)
NOTAS:
- Lotação limitada à capacidade da sala.
- O acesso ao auditório por elevador será vedado após o início da sessão.
publicado por CFP às 13:29
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

"Pessoa, Liberdade & Companhia" para ler na nossa Biblioteca

 

A Biblioteca da Casa Fernando Pessoa tem patente, a partir deste 24 de Abril, uma nova mostra bibliográfica: “Pessoa, Liberdade & Companhia”. Tomando como mote o celebrado poema “Liberdade”, de Fernando Pessoa, a nossa equipa seleccionou outros poemas de liberdade e resistência na Lusofonia, para uma mostra que nos dá a ler poesia de nomes como Vera Duarte, Amadeu Torres, Eduardo Roseira, António Ramos Rosa, Orlando da Costa, Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner Andresen, Carlos de Oliveira, David Mourão-Ferreira, Fernando Assis Pacheco, Natália Correia, Miguel Torga, Ary dos Santos, Xanana Gusmão, Mário Cesariny, José Gomes Ferreira, Maria Teresa Horta, Jorge de Sena, Pedro Homem de Mello, Ruy Belo, Lumenara, Vasco Cabral, Alexandre O’Neill e António Gedeão, entre outros. Visite-nos - e venha ler a força das palavras.

publicado por CFP às 10:03
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

O Alberto Caeiro que ficou 'escondido' durante mais de 70 anos

 

Numa Casa sucessivamente renovada e em diálogo com o legado do mais universal dos escritores portugueses, a nossa sugestão “à descoberta”, para quem nos visite esta semana, passa pelo livro de 1907, «Pioneer Humanists», de John Mackinnon Robertson, o autor mais representado na Biblioteca Particular de Fernando Pessoa.

Esta obra, uma primeira edição, conta com a preciosidade acrescida de ter, manuscrito na folha de guarda traseira, um poema de Alberto Caeiro (“Gosto do céu porque não creio que elle seja infinito”) que passou quase incógnito e por publicar, até mais de 70 anos após a morte de Fernando Pessoa.

O livro está exposto no Piso 1 da Casa Fernando Pessoa, na entrada do quarto do escritor; e também disponível para leitura integral, em digitalização, num dos computadores do “Sonhatório”, a nossa sala multimédia, no Piso 3. 

publicado por CFP às 09:30
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Segunda-feira, 10 de Março de 2014

Alberto Caeiro volta ao Quarto de Fernando Pessoa

 

Por ocasião das celebrações do Centenário do "Dia Triunfal" de Fernando Pessoa (8 de Março de 1914, a data indicada pelo escritor para a criação dos seus heterónimos), o quarto de Fernando Pessoa voltou a ser recriado pela nossa equipa. Agora, para prestar homenagem ao "mestre", Alberto Caeiro. A simplicidade fez-se regra na decoração... e os primeiros visitantes da Casa Fernando Pessoa, esta semana, terão oportunidade de levar, como recordação, cópias de manuscritos de O Guardador de Rebanhos. Também na antecâmara do quarto os livros com «marginália» da coleção Biblioteca particular de Fernando Pessoa que de algum modo tenham contribuído para a existência deste Dia, encontram-se em destaque numa Mostra Bibliográfica que estará patente enquanto Alberto Caeiro por lá andar.

publicado por CFP às 11:45
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Segunda-feira, 3 de Março de 2014

O Universo de um Escritor Universal

 

"As Aventuras de Fernando Pessoa, Escritor Universal..." é uma biografia do mais universal dos escritores portugueses, em banda-desenhada. A autoria é de Miguel Moreira, sendo a cor da responsabilidade de Catarina Verdier. Este livro, resultado de 10 anos de trabalho, tem 166 páginas e segue a vida de Pessoa desde o seu nascimento até à sua morte, oferecendo uma abordagem minuciosa de vários episódios, como o do "Dia Triunfal" ou a aventura de "Orpheu". Um pequeno "livro dentro do livro", em 14 páginas, representa um dia na vida de Bernardo Soares. O objectivo dos autores é - naturalmente - publicar a BD. E enquanto não surge o "sim" de uma editora, Miguel Moreira e Catarina Verdier estão a 'espalhar' a sua obra pela Internet. "As Aventuras de Fernando Pessoa, Escritor Universal..." está disponível na blogosfera e também no Facebook

publicado por CFP às 18:51
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Morada:

Rua Coelho da Rocha, 16, Campo de Ourique 1250-088 Lisboa

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